Charles Hinman, conhecido por suas pinturas tridimensionais em telas em formato específico, morreu aos 93 anos. A notícia foi publicada pelo New York Times e divulgada em 29 de maio, em Raleigh, Carolina do Norte.
Nascido em 1932, em Syracuse, Hinman formou-se em Belas Artes pela Syracuse University e, em seguida, estudou na Art Students League, em Nova Iorque. No início dos anos 1960, passou a morar em Coenties Slip, no Lower Manhattan, bairro que contou com nomes como James Rosenquist, Agnes Martin e Ellsworth Kelly, na produção de obras que antecipavam movimentos como Pop, Feminismo e Minimalismo.
Lá, e em estúdios posteriores na Bowery, ele desenvolveu a própria leitura da tela moldada, com estruturas de madeira que conferiam terceira dimensão às pinturas. Em 1964, ano da sua exposição individual de maior repercussão na Richard Feigen Gallery, criou construções entre geometria e curvas, com obras como View Down, Across to the Left and Right (1964) e Poltergeist (1964).
Carreira e Legado
Na sequência, Hinman ampliou as possibilidades do suporte, lançando uma série em branco total nos anos 1970 e, nos 1980, obras que combinavam formas curvilíneas e geométricas. Nos anos 2000, criou séries facetadas, entre as chamadas Black Paintings e Gems. Suas obras integram acervos de importantes museus, entre eles o Whitney Museum of American Art, o Museum of Modern Art, o Los Angeles County Museum of Art, o Hirshhorn Museum and Sculpture Garden, o Denver Art Museum, o Nagaoka Museum (Japão e Tel Aviv Museum, Israel, além de outras instituições.
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