A pandemia acelerou a adoção do trabalho remoto, mas uma pesquisa recente aponta que esse modelo já não é mais o principal diferencial competitivo na atração de profissionais. O Anuário de Benefícios e Práticas Corporativas de 2026 entrevistou mais de 1064 empresas e mostrou mudanças na prioridade dos trabalhadores.
Desenvolvimento profissional e saúde mental aparecem entre as primeiras preocupações dos colaboradores. Mesmo assim, o trabalho híbrido segue presente e já é visto como uma realidade, não apenas como tendência, segundo a especialista em RH Josiane Lima.
A qualidade do ambiente de trabalho passou a influenciar diretamente a saúde mental dos funcionários, impulsionada por novas regras e pelo amadurecimento das empresas ao lidar com bem-estar emocional. O tema é tratado com maior seriedade pelas organizações.
Evolução da saúde ocupacional e atualização regulatória
Segundo Josiane Lima, as atualizações da NR-1 incentivaram as instituições a tratar a saúde mental com mais rigidez, indo além do cumprimento formal. O foco agora envolve bem-estar emocional dentro das estruturas organizacionais.
Ela aponta que o cenário atual valoriza a comunicação eficaz entre empregados e liderança, além de um ambiente de trabalho previsível e com clareza de oportunidades de evolução. Quando o RH incorpora esses elementos, a produtividade tende a melhorar.
O estudo indica que, com a incorporação dessas práticas na cultura empresarial, resultados de desempenho tendem a apresentar ganhos. A especialista enfatiza que o diálogo aberto é essencial para manter a saúde mental em alta sem prejudicar a eficiência.
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