A integração entre o SUS e as redes de ensino ganha impulso com políticas públicas que fortalecem a imunização. A pandemia de Covid-19 acelerou a queda de cobertura infantil, que já vinha em declínio desde 2016, afetando vacinas como tuberculose, poliomielite e DPT.
Estados trabalham com municípios e o Ministério da Saúde para aplicar estratégias locais. Não basta adquirir as vacinas: é preciso distribuir, aplicar e orientar comunidades sobre a importância da imunização. Em Brasília, 109 experiências exitosas foram apresentadas recentemente.
Parcerias com a escola e resultados no Paraná
No Paraná, a ação ganha destaque por integrar educação e saúde. Em 2018, lei estadual passou a exigir carteira de vacinação para matrícula, abrindo espaço para imunizações dentro de escolas sem indispor a matrícula, apenas acionando órgãos de proteção.
A prática envolve capacitação a docentes e funcionários, além de mobilizar pais para autorizar a aplicação. A medida mostrou eficácia principalmente entre crianças mais velhas e adolescentes, que costumam buscar menos serviços de saúde.
Desempenho recente e metas
Em 2024, o Paraná registrou as maiores taxas de cobertura da década entre os estados. Em 2025, a imunização contra HPV atingiu 91,5% em meninos e 98,9% em meninas de 9 a 14 anos, superando metas locais.
O destacável é o alcance de equipes técnicas que otimizam recursos para ações conjuntas com escolas. O programa aponta para a necessidade de políticas públicas integradas para reconduzir o Brasil aos patamares pré-pandemia de imunização.
Perspectivas e continuidade
As experiências sinalizam que estratégias coordenadas entre saúde e educação fortalecem a adesão de diferentes faixas etárias. A continuidade depende de recursos, monitoramento e adesão de gestores locais a modelos já comprovados.
A combinação de orientação, parceria institucional e atuação dentro das escolas surge como caminho para ampliar a cobertura vacinal no país, mantendo o ritmo de recuperação observando cada região.
Entre na conversa da comunidade