A Toyota encerrou uma fase histórica no Brasil com o fim da produção na fábrica de Indaiatuba, em São Paulo. O último Corolla deixará a linha de montagem em cerimônia realizada com funcionários da unidade, marcando o fim de uma operação iniciada em 1998.
O veículo que simboliza a despedida é um Corolla Altis Premium híbrido, que não será comercializado nem destinado a concessionárias. Ele integrará o acervo do Centro de Visitantes da Toyota em Sorocaba, preservado como registro histórico da atuação da marca no país.
A unidade de Indaiatuba foi inaugurada em setembro de 1998 como a primeira fábrica brasileira dedicada à produção de automóveis de passeio em larga escala. Ao longo de quase 30 anos, mais de 1 milhão de veículos foram produzidos no local.
Primeiro marco e novas oportunidades
Além de nacionalizar o Corolla, a planta ficou marcada por fabricar, na região, o primeiro automóvel híbrido flex da América Latina, tecnologia presente na geração atual do sedã. O fechamento integra uma reestruturação industrial anunciada pela Toyota para concentrar operações.
A Toyota investirá cerca de R$ 11 bilhões no Brasil até 2030. Parte dos recursos será destinada à expansão de Sorocaba, elevando a capacidade de 170 mil para 270 mil veículos por ano. Além do Corolla, a fábrica já produz os SUVs Corolla Cross e Yaris Cross.
Futuro da produção em Sorocaba e próximos passos
Nos próximos meses, o Corolla produzido em Sorocaba deverá chegar às concessionárias como linha 2027. A empresa também sinaliza a possibilidade de fabricar a futura geração do sedã no mesmo complexo. A expansão visa atender ao crescimento de demanda e ao aumento de eficiência.
A Toyota prepara o lançamento de uma picape intermediária para o mercado brasileiro, previsto para 2027. O modelo deverá concorrer com Fiat Toro, Ford Maverick e Ram Rampage, compartilhando parte da arquitetura com a linha Corolla. As versões básicas devem usar o motor 2.0 flex, com versões superiores possivelmente híbridas plug-in.
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