No dia 14, no Rio de Janeiro, ocorreu um acidente envolvendo dois helicópteros, resultando na morte de seis pessoas. A colisão deixou famílias em luto e levantou questões sobre a regularidade do serviço de táxi aéreo utilizado no transporte das vítimas. O episódio acionou investigações em andamento.
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que há indícios de irregularidades associadas a operações de táxi aéreo. A aeronave envolvida, identificada pela matrícula PP-MAC, foi autuada em 2025 durante operação contra transporte clandestino. A empresa Turfik Comércio de Frutas e o seu proprietário, Oswaldo de Luca Júnior, foram multados e incluídos em monitoramento.
Outro helicóptero envolvido, o PR-DJJ, é objeto de apuração que aponta possível irregularidade em acordo com a prefeitura do Rio, com uso de heliponto e permuta de horas de voo. A ANAC afirmou desconhecer esse modelo de parceria; houve auditoria para verificar contratos semelhantes na gestão municipal. O voo específico não prestava serviços para a prefeitura no momento do acidente.
Contexto regulatório
A ABRAPAVAA aponta falhas na fiscalização e defende medidas mais rigorosas para combate ao táxi aéreo clandestino. A entidade ressalta necessidade de manutenção, treinamento e responsabilização de proprietários e operadores que negligenciam a aeronavegabilidade.
Assistência às famílias e desdobramentos
A associação enfatiza a importância de suporte às famílias das vítimas, com acolhimento psicológico e informações transparentes sobre investigações e indenizações. Em caso de irregularidade, as seguradoras podem não cobrir o voo, dependendo da conformidade documental.
Perspectiva das investigações
As autoridades trabalham com o CENIPA e outros órgãos para esclarecer as circunstâncias do acidente, identificar responsabilidades e avaliar a atuação de operadores e contratos de uso de aeronaves. O objetivo é evitar novas ocorrências e melhorar a fiscalização do espaço aéreo urbano.
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