O Suzuki Sidekick, versão de cinco portas do Vitara, ganhou notoriedade como o maior utilitário 4×4 da marca japonesa na época. Voltado ao uso familiar, oferecia espaço interior amplo, acomodando até quatro ocupantes com boa capacidade de bagagem.
O modelo alongou o entre-eixo em 28 cm e o comprimento total em 41 cm, aumentando o espaço para o banco traseiro sem comprometer a harmonia das linhas. A área envidraçada foi bem distribuída e o acesso traseiro é fácil, com espaço para as pernas.
Desempenho e acabamento
O Sidekick trazia direção hidráulica, ar-condicionado, freios com ABS e controles elétricos de vidros, espelhos e travas. O interior apresentava acabamento de qualidade, com bancos ergonômicos e boa ventilação interna.
O motor era 1.6 16V com 95 cv, alimentado por injeção eletrônica multiponto. Em relação ao Vitara, a relação da quinta marcha era mais longa, favorecendo velocidade final e respostas nas marchas curtas.
Desempenho e uso off-road
Mesmo mais pesado, o Sidekick apresentava melhor dirigibilidade no asfalto e em estradas de terra, sendo menos ágil em off-road intenso. O conjunto recebeu eixo traseiro rígido, suspensão dianteira independente e barra estabilizadora.
A tração era opcional, com caixa de transferência de duas velocidades e reduzida. Em terrenos críticos, o motor pode operar próximo de altas rotações, o que exige cuidado com a embreagem em uso prolongado.
Dimensões e espaço
Apesar do alongamento, o entre-eixos maior não comprometeu o espaço interior para ocupantes. O teto elevado somava-se à ampla área envidraçada, reforçando a sensação de amplitude para passageiros e bagagens.
Contexto da Suzuki no Brasil
A Suzuki, quarta maior montadora do Japão, exportava veículos para 123 países e investia no Brasil para ampliar a rede de concessionárias. Em 18 meses, a empresa investiu cerca de US$ 10 milhões em infraestrutura e treinamento, com planos de vender até 3 mil unidades até julho de 1993 e ampliar a rede com mais 14 concessionárias.
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