Em meio à crise no Supremo Tribunal Federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender uma nova reforma no Judiciário e disse que cargo não pode ser usado em benefício pessoal. A manifestação foi feita durante a cerimônia de sanção de medidas relacionadas a fundos do sistema de Justiça, no Palácio do Planalto, em Brasília.
“Ninguém, em nome da Democracia, pode utilizar o cargo que tem em benefício pessoal. Ninguém”, afirmou Lula.
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O presidente do Supremo, Edson Fachin, e o Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, estavam presentes no evento. Lula se dirigiu a eles ao falar da expectativa da sociedade sobre uma resposta das instituições à crise no STF.
“Então, meu caro, está nas tuas costas (se dirigindo à Fachin) e nas costas do Paulo Gonet a responsabilidade de passar o mínimo de tranquilidade, sem tentar esconder absolutamente nada. O que a gente não pode nesse país é oficializar a indústria da fake news, a indústria dos vazamentos seletivos por interesses políticos ou econômicos. Se a gente não der uma parada nisso, a gente vai perder a credibilidade que a gente quer que a sociedade tenha na Justiça”, disse.
Lula também afirmou que se as instituições não estiverem sólidas e funcionando, a Democracia estará vulnerável e ressaltou que fez a primeira Reforma do Poder Judiciário.
“Tenho certeza que faremos no próximo ano uma discussão profunda sobre uma nova reforma do Poder Judiciário para que o povo possa continuar acreditando na Justiça”, completou.
Essa foi a segunda manifestação do presidente Lula desde o início da crise no STF. Na quinta-feira (3), o petista divulgou um vídeo em suas redes sociais defendendo uma investigação ampla e sem proteção a possíveis envolvidos no caso Banco Master.
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