Quando vendedores sem ingressos garantidos vendem entradas para a Copa do Mundo de 2026, muitos torcedores encontram reembolsos frustrantes ou cancelamentos de última hora. Casos com StubHub deixaram famílias sem acesso aos estádios, mesmo após gastos com viagem e hospedagem. A crise é apontada como uma das maiores do setor.
A história envolve Sergio Enrique Alvarado Montalvo, que pagou US$ 1.700 por ingressos para ver Argentina x Áustria, em Dallas. Ao lado de seus pais, investiu quase US$ 6.000 em passagens e hospedagem, mas não conseguiu entrar. A entrada foi negada pouco antes do jogo, com a plataforma alegando aumento de preços e indisponibilidade.
Montalvo ficou no telefone com a empresa até minutos antes do pontapé inicial. Ele contou à BBC que a experiência foi de grande decepção e frustração, apesar de ter feito a viagem em família. O episódio ilustra falhas no sistema de revenda de ingressos para o torneio.
Outro caso ocorreu em Boston, com Eben Pingree e seu filho Cole. A esposa de Pingree pagou US$ 2.800 por ingressos para uma partida entre Escócia e Haiti, também sem entrega no dia do jogo. A família classificou a experiência como decepcionante para a criança.
Em Dallas, a família de Montalvo passou a noite do jogo em um festival de torcedores, sem ver o confronto previsto. A situação reflete a disseminação de cancelamentos de última hora em plataformas de revenda, associada a perdas financeiras significativas.
Neste contexto, dois torcedores buscaram a Justiça na terça-feira, pleiteando status de ação coletiva contra o StubHub. Eles afirmam ter pago cerca de US$ 1.900 cada, sem receber os ingressos. A ação descreve prejuízos substanciais relacionados a viagens e experiências rompiádicas.
A disputa entre empresas envolve versões conflitantes. A FIFA aponta que apenas sua plataforma oficial garante validade, e que ingressos comprados por terceiros não podem ser assegurados. A entidade afirmou que a plataforma funcionava de forma estável para milhões de torcedores.
Por outro lado, o StubHub responsabiliza a FIFA pela falha no novo sistema de ingressos, lançado pouco antes do evento. Alega problemas de desempenho que teriam prejudicado transferências entre plataformas de revenda.
A FIFA sustenta que a responsabilidade por ingressos fora de sua plataforma oficial não pode ser transferida para a própria FIFA. A organização reiterou que mais de 5 milhões de espectadores acompanharam partidas até o momento.
As intercorrências destacam a necessidade de mecanismos mais estáveis para vendas e transferências de ingressos em torneios de grande magnitude. Torcedores continuam buscando soluções que atendam a direitos de consumidor e garantia de acesso aos estádios.
Entre na conversa da comunidade