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Indiciada pela morte de jovem em salto sem cordas, organizadora de evento de rope jump

Evelyne Gonçalves é indiciada por homicídio qualificado por torpe e fraude processual, após salto sem cordas que resultou na morte de Maria Eduarda em Limeira

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Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, foi indiciada pela Polícia Civil por homicídio qualificado por motivo torpe e fraude processual, no caso do salto sem cordas que resultou na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, em Limeira (SP). A Polícia pediu a conversão da prisão temporária em preventiva.

O segundo inquérito, concluído na terça (30), não indiciou dois suspeitos que estavam presos temporariamente. Eles participaram do evento, conforme relatório ao qual o Estadão teve acesso. A Justiça deverá decidir sobre as prisões.

No primeiro inquérito, concluído em 22 de junho, três instrutores foram indiciados por homicídio com dolo eventual. Eles seguem presos preventivamente em Guarulhos (SP). O salto ocorreu em 13 de junho na Ponte do Esqueleto, quando Maria Eduarda foi arremessada sem o equipamento de segurança.

O relatório final aponta que a vítima realizou o salto sem a proteção adequada, após a corda ter ficado no chão. Vídeos mostram o momento em que a jovem é lançada de cerca de 40 metros, e o socorro não impediu a morte.

A delegada ressaltou que Evelyne atuava na estrutura de organização, controle de participantes, logística operacional e divulgação do evento, exercendo influência sobre a continuidade das operações. Não havia protocolos formais de conferência entre a equipe.

Na investigação, não foi possível identificar o responsável pelo sumiço de uma câmera acoplada ao corpo da vítima. João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva foi preso, mas não há indícios suficientes de autoria do furto, e ele negou as acusações.

Segundo o relatório, Evelyne também foi indiciada por fraude processual, com evidências de preocupação com a recuperação da câmera e de possível intento de apagar o vídeo. Ela teria desativado perfil em rede social após o ocorrido.

Defesas afirmam que não houve participação direta de todos os envolvidos. Os advogados de Evelyne contestam o indiciamento, enquanto a defesa de João afirma que ele não teve relação com o desaparecimento da câmera e solicita indenização pelo tempo de prisão.

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