O casal morto em um apartamento de luxo no São Pedro, Belo Horizonte, foi morto em um provável latrocínio. A diarista Paola Stefany Neto Cirino, indicada para a faxina, foi presa em Itabira e confessou o crime aos investigadores. A polícia investiga participação de outras pessoas na fuga e na venda de objetos roubados.
A Polícia Civil de Minas Gerais recebeu a informações sobre o caso na última semana. Em menos de três dias, identificou a principal suspeita, prendeu-a e manteve as apurações em andamento. O crime levou à prisão de Paola e à abertura de novos procedimentos para apurar cúmplices.
Cronologia dos fatos
Na segunda-feira (29), Paola entrou no apartamento para o primeiro dia de trabalho. Câmeras de segurança registraram a entrada por volta das 7h30. O crime ocorreu entre 12h30 e 15h, conforme perícia, com o marido e esposa sendo atingidos por dezenas de golpes.
Na terça-feira (30), o filho do casal localizou os pais mortos após não conseguir contato. A perícia indicou 17 facadas em Cláudio Atala e sete em Maria Clotilde. Também houve violação de uma gaveta de semijoias e desaparecimento de celulares e outros pertences.
Identificação da suspeita e apelos públicos
Na quarta-feira (1º), a polícia identificou Paola Stefany como principal suspeita, com base em imagens de segurança que mostram a diarista saindo do prédio com sacolas oito horas após entrar. A tia da suspeita pediu que ela se entregasse e descreveu histórico de tratamento psiquiátrico.
Prisão e investigação contínua
Na madrugada de quinta-feira (2), Paola foi presa em um hotel de Itabira, acompanhada do filho de 6 anos. A suspeita afirmou ter aguardado a detenção diante da repercussão do caso. Ela confessou o crime, dizendo ter entrado sem intenção de roubar, mas levando objetos de valor depois de entrar.
Objetos roubados e novo andamento
Objeto de roubo, relógios, joias e celulares foram vendidos por cerca de 3,3 mil reais em Belo Horizonte. Parte dos itens já foi recuperada. A polícia ainda busca o motorista do carro branco que aguardou Paola após o crime e a localização de outros objetos.
O que ainda precisa esclarecer
A investigação continua para confirmar se houve apoio à fuga e para localizar a faca usada, que, segundo Paola, foi lavada e escondida no apartamento. Paola está presa no Presídio José Abranches Gonçalves, em Ribeirão das Neves, à disposição da Justiça.
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