O reality As Patroas, criado por Viih Tube e Eliezer, está sob investigação após críticas públicas sobre a forma como empregadas aparecem no programa. O Ministério Público do Trabalho acompanha o caso, ampliando a análise para o Direito do Trabalho. A polêmica envolve exposição de funcionários, uso de imagem e a duração da jornada.
As críticas surgem após a divulgação de cenas consideradas constrangedoras, como tarefas inusitadas em locais públicos. Mesmo com funcionárias afirmando participação voluntária, advogados apontam que consentimento não elimina riscos trabalhistas. A apuração envolve documentos, depoimentos e a avaliação de possíveis irregularidades.
Prêmios e regras do jogo também viram tema de debate. Entre as recompensas estavam benefícios como deixar o expediente mais cedo, o que pode afetar a jornada de trabalho. Especialistas destacam que praticas assim podem violar igualdade de tratamento entre empregados.
A utilização de imagens dos funcionários para monetização também é discutida. Quando há geração de audiência e retorno financeiro, o direito de imagem pode exigir cessão contratual. Também entra na análise a forma de distribuição de prêmios e créditos.
O caso segue em aberto. O MPT irá concluir a análise com base em documentos e depoimentos, sem prescrever conclusão ainda. Viih Tube e Eliezer interromperam a veiculação dos episódios, sem sinal de retomada enquanto durar a apuração.
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