Pouilly-Fumé, Châteauneuf-du-Pape e Montrachet estão no centro de uma discussão sobre o futuro das appellations viticoles francesas. Um sistema que ajudou a elevar a qualidade de vinhos, hoje enfrenta questionamentos na França do vinho, que permanece fortemente dividido.
No dia 9 de setembro de 2015, Alexandre Bain, então produtor na região da Vallée de la Loire, recebeu a notícia de que não poderia mais usar o nome de Pouilly-Fumé em seus rótulos. Ele cultivava cerca de 10 hectares em Tracy-sur-Loire e era considerado um néovigneron, sem herança de propriedades familiares.
Essa decisão o obrigou a vender seus vinhos como Vin de France a partir do ano de 2015, com rótulos sem indicação de origem, apenas com código postal e variedade de uva. Bain afirmou produzir vinhos que refletissem o terroir, com solos argilo-calcários.
Contexto
A reportagem observa que as appellations completaram 90 anos e geram um debate sobre se o sistema ainda é o melhor caminho para garantir qualidade. O tema provoca divisão entre produtores, críticos e instituições reguladoras. A discussão envolve transparência de origem e proteção de marca.
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