O IBGE, por meio do PNAD Contínua Educação, informou que em 2025 havia 9,4 milhões de crianças de 0 a 5 anos matriculadas em creches ou escolas, no Brasil. A taxa de atendimento subiu 11 pontos percentuais desde 2016, mas ainda está abaixo da meta de universalização.
A pré-escola registra avanço maior: 96,1% de atendimento de crianças de 4 e 5 anos em 2025, o maior patamar da série 2016-2025 e próximo da universalização. Mesmo assim, cerca de 219 mil crianças de 4 e 5 anos ainda não frequentam a escola.
Desigualdades persistentes marcam o panorama. As regiões, renda familiar e raça influem fortemente no acesso à educação infantil, especialmente para 0 a 3 anos. Dados apontam gargalos de oferta e de demanda reprimida.
Desafios e análises
Segundo Natália Fregonesi, do Todos pela Educação, o salto no atendimento é relevante, mas é preciso acelerar a expansão das creches. Ela cita planejamento, financiamento adequado e gestão de vagas como pontos-chave.
A coordenadora ressalta a necessidade de apoio técnico e financeiro aos municípios, com regime de colaboração entre União, estados e municípios, para que a demanda seja atendida de forma equitativa e com qualidade.
Pré-escola em foco
O levantamento mostra que a taxa de atendimento de 4 e 5 anos quase atingiu a universalização, mas ainda há 4% de crianças fora da pré-escola. O benefício da educação infantil é reconhecido pela Constituição desde 2009.
Entre as faixas de renda, a desigualdade persiste: 24,2% das crianças dos 20% mais pobres não frequentam a escola por barreiras de acesso, frente a 6,4% entre os mais ricos.
Territórios e motivos
Diferenças regionais são acentuadas: Santa Catarina atende 58,4% das crianças de 0 a 3 anos, enquanto estados da Região Norte registram os menores índices, com amapa, acre, amazonas e roraima entre os mais baixos.
Entre os motivos para não frequentar, a opção dos pais foi citada por mais da metade das famílias com crianças de 0 a 3 anos, e a falta de creches ou vagas aparece como segundo motivo recorrente.
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