O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não compareceu a uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Ele havia sido convocado para prestar esclarecimentos nesta quarta-feira (15). A convocação veio depois de o chanceler mencionar o risco de ações militares dos Estados Unidos no Brasil, após […]
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não compareceu a uma audiência pública na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados. Ele havia sido convocado para prestar esclarecimentos nesta quarta-feira (15).
A convocação veio depois de o chanceler mencionar o risco de ações militares dos Estados Unidos no Brasil, após a classificação das facções Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelo governo americano. 
Os deputados também querem questioná-lo sobre a possível aplicação de novas tarifas pelos EUA.
Diante da ausência, integrantes do colegiado estudam pedir abertura de processo contra o ministro. O deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) classificou a ausência como ilegal. Segundo ele, o ministro cometeu crime de responsabilidade ao não comparecer sem apresentar a justificativa de um compromisso no mesmo horário.
O governo alegou que Mauro Vieira tinha uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pediu a remarcação da audiência para o período entre 11 e 14 de agosto. A agenda oficial da Presidência da República registrava, para esta quarta-feira, compromisso do presidente com o ministro às 10h.
O deputado General Girão (PL-RN), no entanto, afirmou que, no momento em que a convocação foi feita, não havia compromissos previstos na agenda do ministro.
A Comissão de Relações Exteriores do Senado também aprovou um convite para que Mauro Vieira compareça ao colegiado, ainda sem data marcada. Diferentemente da convocação aprovada na Câmara, o convite não obriga o comparecimento do ministro.
Prazo para decisão sobre tarifas
Termina nesta quarta-feira (15) o prazo para que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) decida se aplicará ou não sobretaxas aos produtos brasileiros. A decisão é resultado de uma investigação comercial sobre supostas práticas desleais adotadas pelo Brasil no comércio internacional.
Na terça-feira (14), o governo brasileiro se reuniu pela última vez com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, na tentativa de evitar tanto a sobretaxa de 25% quanto a taxa de 12,5%. Essa segunda tarifa também é aplicada a outros 60 países que, segundo os Estados Unidos, não adotaram medidas efetivas para impedir a importação de bens produzidos com trabalho forçado.
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