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Operação mira grupo que planejava ataques em Brasília

Mandados são cumpridos em cinco estados após investigação apontar plano para instalar explosivos em prédio durante as eleições

Investigados têm entre 19 e 31 anos e se organizavam em grupos no Telegram | Divulgação/Polícia Civil DF
Investigados têm entre 19 e 31 anos e se organizavam em grupos no Telegram | Divulgação/Polícia Civil DF
  • Operação Rede Interrompida: Polícia Civil do DF mira grupo suspeito de planejar ataques em Brasília durante as eleições
  • Mandados: Oito ordens de busca e apreensão são cumpridas em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul
  • Suspeitos: Investigados têm entre 19 e 31 anos e se organizavam em grupos no Telegram
  • Planejamento: Conversas incluíam fabricação de explosivos, escolha de alvos, invasão de prédios e treinamento tático
  • Materiais compartilhados: Grupo trocava mapas, plantas arquitetônicas e modelos 3D de edifícios na região central de Brasília
  • Investigação: Caso começou após relatório técnico do Ciberlab, ligado à Secretaria Nacional de Segurança Pública
  • Crimes apurados: Associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo
  • Sem enquadramento por terrorismo: Até o momento, a investigação não enquadra os fatos na Lei de Terrorismo

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou nesta terça-feira (4) a Operação Rede Interrompida para desarticular um grupo suspeito de planejar ataques em Brasília durante as eleições no Brasil. A investigação aponta que os envolvidos discutiam a fabricação de explosivos, a escolha de alvos e a invasão de prédios na região central da capital federal.

Ao todo, são cumpridos oito mandados de busca e apreensão em cinco estados: Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Os alvos têm entre 19 e 31 anos.

+ PF cumpre mandados de busca e apreensão em ação contra fraude no INSS

De acordo com a Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento da PCDF, os investigados se organizavam por meio de comunidades no aplicativo Telegram. Nas conversas analisadas pelos investigadores, os suspeitos chegaram a discutir a produção de um artefato explosivo para ser instalado em edifício da área central de Brasília.

As investigações também identificaram trocas de mensagens sobre invasão de edificações, seleção de possíveis alvos, treinamento tático, recrutamento de participantes em diferentes estados, análise de mapas e compartilhamento de plantas arquitetônicas e modelos tridimensionais de prédios localizados na capital federal.

Segundo a polícia, a apuração começou após o recebimento de um relatório técnico elaborado pelo Ciberlab, laboratório vinculado à Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que identificou indícios da atuação do grupo em ambientes virtuais.

Até o momento, a investigação apura, em tese, os crimes de associação criminosa, incitação ao crime, apologia de crime ou criminoso e delitos previstos na legislação antirracismo. A Polícia Civil destacou que, neste estágio das investigações, os fatos não foram enquadrados na Lei de Terrorismo.

A operação busca preservar e reunir provas sobre o planejamento das ações e identificar todos os envolvidos no grupo investigado.

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