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<li>A Polícia Federal cumpre 18 mandados de busca e apreensão nesta terça-feira (4), no Distrito Federal e no Maranhão</li>
<li>A ação integra uma nova fase da Operação Sem Desconto e investiga suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas ao senador Weverton Rocha e ao advogado Willer Tomaz</li>
<li>A apuração começou a partir de dados encontrados em um celular atribuído ao parlamentar e de indícios de movimentações destinadas a ocultar a origem e o destino de recursos</li>
<li>A decisão do STF cita um imóvel de R$ 6 milhões no Lago Sul, em Brasília, usado por Weverton, mas comprado formalmente por uma empresa ligada a Willer Tomaz</li>
<li>Samya Lorene, esposa do senador, aparece como destinatária de mais de R$ 11 milhões enviados por empresas relacionadas ao advogado</li>
<li>Segundo a PF, Willer Tomaz teria mantido uma estrutura financeira e logística para atender demandas do senador, incluindo transferências milionárias, despesas pessoais e imóveis</li>
<li>O STF autorizou a apreensão de aparelhos eletrônicos, documentos, contratos, dinheiro em espécie e bens de alto valor relacionados à investigação</li>
<li>Weverton Rocha e Willer Tomaz foram procurados pelo Portal Tela, mas não responderam até a publicação da reportagem</li>
<li>A Operação Sem Desconto investiga descontos não autorizados em aposentadorias e pensões, com desvios estimados em mais de R$ 4 bilhões</li>
<li>Ao longo da operação, 16 mandados de prisão preventiva já foram cumpridos, incluindo os de Aldo Luiz Ferreira e Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”</li>
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A Polícia Federal cumpre nesta terça-feira (4) 18 mandados de busca e apreensão para investigar suposto crime de lavagem de dinheiro ligado ao senador Weverton Rocha (PDT-MA) e ao advogado Willer Tomaz. A ação faz parte de nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes no INSS.
O ponto de partida da operação foram dados encontrados em um celular atribuído ao parlamentar. Os mandados foram expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e são cumpridos no Distrito Federal e no Maranhão.
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A decisão do ministro André Mendonça, obtida pelo Portal Tela, cita um imóvel de R$ 6 milhões no Lago Sul, em Brasília, utilizado por Weverton Rocha, mas adquirido formalmente por uma empresa ligada a Willer Tomaz.
O advogado é apontado pela PF como responsável por uma estrutura financeira e logística para atender demandas do senador. Weverton Rocha, no entanto, não é um dos alvos diretos dos mandados de busca e apreensão. Já a esposa dele, Samya Lorene, a filha Anna Catarina Rocha, e as irmãs Geyse Rocha e Shainess Rocha, são.
Segundo a investigação, Samya era a destinatária de valores recebidos de tratativas sobre imóveis, reformas e despesas do casal, somando um montante de mais de R$ 11 milhões vindo de empresas relacionadas ao advogado.
Já Anna Cataria administrava os postos de combustíveis Petro São Francisco e Petro São José, usados para movimentar recursos. Geyse administrava os interesses patrimoniais, propriedades rurais e empresas de radiodifusão da família, enquanto Shainess era a intermediária das transferências bancárias.
🔍Essa estrutura foi montada para supostamente ocultar a origem e o destino do dinheiro.🔍
O STF entendeu que os indícios apresentados pela Polícia Federal justificavam as buscas e que havia risco de destruição ou ocultação de provas. Os agentes foram autorizados a apreender aparelhos eletrônicos, documentos financeiros e contábeis, contratos, dinheiro em espécie e itens de alto valor que tenham relação com os fatos investigados.
O Portal Tela entrou em contato com o senador Weverton Rocha e com o advogado Willer Tomaz. Não houve retorno até o momento da publicação desta reportagem.
O que é a Operação Sem Desconto?
A ação da Polícia Federal investiga um esquema nacional de descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. Os valores seriam desviados e, somados, superam a quantia de R$ 4 bilhões.
Ao longo da operação, a PF cumpriu 16 mandados de prisão preventiva. Entre os presos está o empresário Aldo Luiz Ferreira, apontado como facilitador financeiro do esquema, e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS” e tido como o suposto líder do núcleo de movimentação financeira.
A investigação indica que o empresário administrava uma empresa que oferecia cartão consignado para benefícios, permitindo compras, saques e pagamento de contas com desconto na aposentadoria.
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