O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito para investigar as condições do ambiente de trabalho na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), após o ataque que deixou três trabalhadores mortos e terminou com a morte do autor, no último sábado (1º).
A apuração vai verificar se as empresas Bombril S/A e TPC Logística Sudeste S/A adotavam as medidas exigidas pelas normas de saúde e segurança do trabalho, especialmente em relação à gestão de riscos psicossociais. Segundo o MPT, a investigação considera informações divulgadas pela imprensa e relatos de testemunhas à Polícia Civil sobre possíveis desentendimentos entre o autor do ataque e colegas. A existência de conflitos e uma eventual relação com o episódio ainda são investigadas.
As empresas deverão apresentar documentos como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) atualizado, inventário de riscos, plano de prevenção e correção de riscos psicossociais, cronograma de implementação e registros de treinamentos para gestores e lideranças.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou um inquérito para investigar as condições do ambiente de trabalho na fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo (SP), após o ataque que deixou três trabalhadores mortos e terminou com a morte do autor, no último sábado (1º).
A apuração vai verificar se as empresas Bombril S/A e TPC Logística Sudeste S/A adotavam as medidas exigidas pelas normas de saúde e segurança do trabalho, especialmente em relação à gestão de riscos psicossociais. Segundo o MPT, a investigação considera informações divulgadas pela imprensa e relatos de testemunhas à Polícia Civil sobre possíveis desentendimentos entre o autor do ataque e colegas. A existência de conflitos e uma eventual relação com o episódio ainda são investigadas.
As empresas deverão apresentar documentos como o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) atualizado, inventário de riscos, plano de prevenção e correção de riscos psicossociais, cronograma de implementação e registros de treinamentos para gestores e lideranças.
Também deverão informar ao MPT se havia registros anteriores de conflitos, denúncias, comunicações internas ou casos relacionados a assédio e discriminação envolvendo os trabalhadores. O órgão quer saber ainda quais providências foram adotadas antes e depois do ataque.
A investigação também considera as mudanças recentes na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a prever expressamente a identificação e a prevenção de riscos psicossociais relacionados ao trabalho.
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Entenda o caso
O ataque ocorreu na manhã de sábado (1º), dentro de uma fábrica da Bombril, em São Bernardo do Campo. Segundo a Polícia Civil, um trabalhador de 33 anos entrou no local e esfaqueou três homens, de 39, 44 e 54 anos, que morreram.
O suspeito era funcionário de uma empresa terceirizada que prestava serviços na unidade. Após o ataque, ele foi levado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, onde morreu após tirar a própria vida.
Segundo a Bombril, o agressor e as vítimas eram terceirizados da TPC Logística. A Bombril também informou que acompanha a atuação da TPC junto às famílias das vítimas, para oferecer assistência e acolhimento. A empresa reforçou ainda ter acionado os órgãos responsáveis e disse repudiar o ato.
Em nota, a TPC lamentou o ocorrido e afirmou prestar apoio e assistência aos familiares das vítimas. A empresa disse ainda que iniciou a apuração das circunstâncias do caso e colabora com as autoridades.
A Polícia Civil continua investigando o caso por meio da equipe de homicídios da DEIC de São Bernardo do Campo. A Corregedoria da Polícia Civil também apura as circunstâncias da morte do suspeito na delegacia.
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