O governo federal começa a operacionalizar nesta segunda-feira (10) o Desenrola Adimplentes, programa voltado a trabalhadores informais que ainda estão pagando empréstimos, mas enfrentam juros elevados. A iniciativa permite a renegociação de dívidas com condições mais favoráveis, incluindo redução das taxas e ampliação do prazo de pagamento.
O governo federal começa a operacionalizar nesta segunda-feira (10) o Desenrola Adimplentes, programa voltado a trabalhadores informais que ainda estão pagando empréstimos, mas enfrentam juros elevados. A iniciativa permite a renegociação de dívidas com condições mais favoráveis, incluindo redução das taxas e ampliação do prazo de pagamento.
Quem pode participar do Desenrola Adimplentes?
O programa é destinado a trabalhadores informais, ou seja, pessoas que não possuem vínculo formal de trabalho pela CLT. Também não podem participar servidores públicos nem beneficiários de aposentadoria ou pensão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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Para ter acesso à renegociação, é necessário cumprir alguns critérios:
- Ter renda mensal de até cinco salários mínimos, equivalente a R$ 8.105;
- Ter dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026;
- A dívida pode estar em dia ou ter um atraso de, no máximo, 90 dias.
- O débito deve ser relacionado a cartão de crédito, limite da conta ou crédito pessoal (CDC) sem consignação;
- Dívidas decorrentes de consolidação de outros débitos também podem ser incluídas;
- Não ter pendências de uma renegociação anterior
Quais dívidas podem ser renegociadas?
O Desenrola Adimplentes contempla dívidas de crédito não consignado, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal.
O valor da nova dívida, depois dos descontos, poderá ser de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira.
O programa estabelece ainda condições específicas para o novo contrato:
- Juros máximos de 1,99% ao mês;
- Prazo de pagamento de até 48 meses;
- Carência de até 35 dias para o pagamento da primeira parcela;
- Limite de R$ 15 mil por pessoa, por instituição financeira.
- É preciso estar em dia para participar
Apesar de o programa ser voltado a pessoas que tiveram dificuldades para pagar os empréstimos, há uma condição para a renegociação: o beneficiário precisa ter pago pelo menos quatro parcelas do contrato original.
Além disso, no momento da adesão, a dívida precisa estar em dia ou com atraso de, no máximo, 90 dias.
Como fazer a renegociação?
Quem atende aos critérios poderá procurar o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e bancos privados que aderiram ao programa para verificar as condições disponíveis e negociar os débitos.
Proibição de apostas online
Segundo as informações divulgadas sobre o programa, quem aderir à renegociação ficará impedido de apostar em bets por seis meses.
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