O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que o Brasil não abrirá mão de sua soberania e disse que qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras será derrotada.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (14) que o Brasil não abrirá mão de sua soberania e disse que qualquer tentativa de interferência estrangeira nas eleições brasileiras será derrotada. A declaração foi dada durante participação no podcast Não Inviabilize.
“Eu quero ter uma conversa ‘tête-à-tête’ com ele [Donald Trump]. E vou dizer: não se meta nos negócios do Brasil. E, se se meterem, vão perder. Quem vier dar palpite nas eleições desse país vai perder, porque nós não abrimos mão [da soberania]”, afirmou.
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Lula disse que pretende tratar a relação com os Estados Unidos com seriedade, mas afirmou que não aceitará interferências nas eleições brasileiras. Como exemplo, o presidente citou a tentativa norte-americana de enviar dois representantes ao país para questionar a integridade das urnas.
“Eles queriam mandar duas pessoas para se meterem em estudar as urnas, não permiti”, disse.
O presidente também comentou a indicação de Donald Trump de um novo diplomata para assumir a embaixada dos Estados Unidos em Brasília, o deputado estadual da Flórida Daniel Perez. Em resposta à demora brasileira para conceder o agrément — autorização necessária para que um embaixador estrangeiro assuma o posto —, o governo Trump revogou o visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti.
“Agora eles querem que eu aceite o agrément dos embaixadores, agora só depois das eleições. Porque, se isso fosse tão importante, por que eles ficaram um ano e seis meses sem mandar embaixador para cá e agora querem mandar faltando 45 dias para as eleições?”, questionou.
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O presidente afirmou ainda que a soberania e a defesa nacional estarão entre as prioridades de um eventual quarto mandato. Para Lula, o cenário internacional exige que o Brasil proteja suas fronteiras e seus recursos estratégicos.
“A segunda coisa é colocar a questão da soberania e da defesa nacional no topo, porque o mundo está muito nervoso, tem muita encrenca no mundo”, afirmou.
Lula citou as reservas de minerais críticos e terras raras, além dos recursos hídricos do país, como ativos estratégicos. Segundo ele, o Brasil deve priorizar a produção nacional e agregar valor aos recursos explorados no território.
“Não queremos vender, queremos fazer as coisas aqui, para que coloquemos valores agregados nas coisas que produzimos aqui”, declarou.
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