O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou nesta quarta-feira (19) uma médica pela morte de seis crianças internadas na UTI pediátrica de um hospital em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
A profissional é acusada de negligência durante o período em que exercia a direção técnica da ala. Ela é ré no processo que tramita sob sigilo. O Ministério Público não divulgou o nome da instituição. Segundo a Folha de São Paulo, os casos ocorreram no Hospital Angelina Caron.
Os óbitos ocorreram entre maio e julho de 2024. Segundo a denúncia, as crianças morreram em decorrência de choque séptico e falência múltipla de órgãos provocados por uma grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes no setor.
O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou nesta quarta-feira (19) uma médica pela morte de seis crianças internadas na UTI pediátrica de um hospital em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba.
A profissional é acusada de negligência durante o período em que exercia a direção técnica da ala. Ela é ré no processo que tramita sob sigilo. O Ministério Público não divulgou o nome da instituição. Segundo a Folha de São Paulo, os casos ocorreram no Hospital Angelina Caron.
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Os óbitos ocorreram entre maio e julho de 2024. Segundo a denúncia, as crianças morreram em decorrência de choque séptico e falência múltipla de órgãos provocados por uma grave contaminação intra-hospitalar por bactérias multirresistentes no setor.
O MPPR acusa a médica de não cumprir regras técnicas da profissão e de agir com grave negligência ao deixar de fiscalizar e garantir a aplicação de protocolos básicos de assepsia e biossegurança na UTI.
De acordo com a investigação, a omissão teria permitido a manutenção de um ambiente favorável à contaminação cruzada entre os pacientes. Entre as práticas apontadas pelo Ministério Público estão a reutilização reiterada de luvas de procedimento entre pacientes diferentes, falhas de higiene, incluindo a privação de banhos, e o manuseio inadequado de tubos de intubação e acessos venosos.
Para o MPPR, essas condutas contribuíram para a disseminação das bactérias multirresistentes e para o agravamento do quadro clínico das crianças que estavam internadas na unidade.
Além da responsabilização penal da médica, o Ministério Público pediu à Justiça a fixação de uma reparação financeira mínima de R$ 50 mil para cada família afetada.
O que diz o hospital
Em nota ao Portal Tela, o Hospital Angelina Caron (HAC) afirmou que, até o momento, não recebeu citação oficial referente ao processo.
Segundo a instituição, o processo tramita sob sigilo judicial e, por isso, o hospital ainda não teve acesso ao inteiro teor dos autos nem dispõe de todas as informações relacionadas ao caso. Dessa forma, afirmou que não é possível se manifestar sobre o mérito da ação.
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O HAC informou que, assim que for oficialmente citado, prestará ao Poder Judiciário, dentro dos prazos legais, todos os esclarecimentos pertinentes e fornecerá as informações e os documentos necessários para o esclarecimento dos fatos.
A instituição também reafirmou seu compromisso com a segurança dos pacientes, o cumprimento das normas técnicas, sanitárias e assistenciais vigentes, além da transparência e colaboração com as autoridades competentes.
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