Uma vacina experimental desenvolvida pela farmacêutica Moderna em parceria com a MSD reduziu o risco de o melanoma, considerado a forma mais letal de câncer de pele, voltar ou se espalhar para outras partes do corpo em pacientes que passaram por cirurgia para retirar tumores, segundo resultados preliminares de um ensaio clínico de fase final divulgados nesta quarta-feira (19).
O tratamento, chamado Intismeran, foi testado em combinação com o Keytruda, medicamento de imunoterapia da MSD.
Os dados mostraram que a combinação atingiu o principal objetivo do estudo, de reduzir a recorrência do câncer, e também o objetivo secundário, de diminuir o risco de disseminação da doença, em comparação com o uso do Keytruda isoladamente.
Uma vacina experimental desenvolvida pela farmacêutica Moderna em parceria com a MSD reduziu o risco de o melanoma, considerado a forma mais letal de câncer de pele, voltar ou se espalhar para outras partes do corpo em pacientes que passaram por cirurgia para retirar tumores, segundo resultados preliminares de um ensaio clínico de fase final divulgados nesta quarta-feira (19).
O tratamento, chamado Intismeran, foi testado em combinação com o Keytruda, medicamento de imunoterapia da MSD.
Os dados mostraram que a combinação atingiu o principal objetivo do estudo, de reduzir a recorrência do câncer, e também o objetivo secundário, de diminuir o risco de disseminação da doença, em comparação com o uso do Keytruda isoladamente.
+ RD Congo registra mais de 5 mil casos de Ebola, diz governo
O estudo envolveu 1.137 pacientes com melanoma de alto risco que haviam passado por cirurgia para remoção dos tumores. Os participantes foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um recebeu até nove doses do Keytruda combinadas à vacina personalizada e o outro foi tratado apenas com o medicamento durante cerca de um ano.
A vacina é desenvolvida de forma individualizada para cada paciente. Ela utiliza a tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) para produzir uma resposta do sistema imunológico baseada nas mutações identificadas no tumor de cada pessoa.
Primeiro resultado positivo em fase 3
As empresas afirmaram que este é o primeiro resultado positivo de um ensaio clínico de fase final envolvendo uma vacina de mRNA contra o câncer. Também é o primeiro estudo desse tipo a indicar que a adição de uma terapia personalizada ao Keytruda pode apresentar resultados melhores do que a imunoterapia isoladamente em pacientes com melanoma removido cirurgicamente.
Em janeiro, Moderna e MSD já haviam divulgado resultados de um estudo de fase intermediária. Na ocasião, a combinação reduziu em 49% o risco de recorrência ou morte após cinco anos de acompanhamento.
O presidente da Moderna, Stephen Hoge, classificou os novos resultados como um marco para o desenvolvimento de vacinas personalizadas contra o câncer. Segundo ele, milhares de pacientes que passaram por cirurgia para tratar melanomas de alto risco poderão ser beneficiados pelo tratamento caso ele receba aprovação dos órgãos reguladores.
As empresas já iniciaram discussões com autoridades regulatórias sobre o tratamento. A vacina recebeu uma designação de terapia inovadora, o que pode acelerar o processo de avaliação.
Como funciona a vacina
Diferentemente de algumas terapias celulares personalizadas, o Intismeran não utiliza células retiradas do próprio paciente durante o processo de fabricação. A tecnologia é baseada na análise das mutações presentes no tumor para produzir uma vacina específica para cada pessoa.
A estratégia busca estimular o sistema imunológico a reconhecer características das células cancerígenas e atacá-las. A combinação com o Keytruda pretende potencializar essa resposta imunológica.
Os resultados divulgados nesta quarta-feira são preliminares, e novos dados do estudo ainda deverão ser apresentados para avaliar com mais detalhes a eficácia e a segurança do tratamento.
Entre na conversa da comunidade