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Lula defende investigação sobre Lulinha: “Ninguém está acima da lei”

Presidente afirmou que não interfere nas investigações sobre Lulinha e defendeu que o filho apresente sua versão

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que acompanha com “muita seriedade” as investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Lula afirmou que o filho deve apresentar sua defesa e demonstrar sua versão dos fatos: “Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado”, afirmou em entrevista à RECORD neste domingo (23).

“Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está acima da lei se cometer erro”, declarou.

O presidente também negou que tenha interferido ou tentado impedir investigações conduzidas pelas autoridades. Lula afirmou que não ameaça ministros ou delegados por causa de apurações e defendeu que os responsáveis pelos casos tenham liberdade para trabalhar.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, neste domingo (23), que acompanha com “muita seriedade” as investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e o ex-chefe de gabinete da Presidência Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola.

Em entrevista à TV Record, Lula disse que o filho deve apresentar sua defesa e demonstrar sua versão dos fatos: “Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado”.

“Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está acima da lei se cometer erro”, declarou.

Lula diz que não interfere em investigações

O presidente também negou que tenha interferido ou tentado impedir investigações e afirmou que não ameaça ministros ou delegados por causa de apurações. Lula defendeu que os responsáveis pelos casos tenham liberdade para trabalhar.

“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado”.

Segundo o presidente, caso sejam comprovadas irregularidades que tenham causado prejuízo aos cofres públicos, os responsáveis deverão responder pelos atos. “Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente”, acrescentou.

“Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, afirmou.

+ STF autoriza PF a investigar Lulinha por tráfico de influência

Investigações contra Lulinha e Marcola

Segundo a Polícia Federal, Lulinha é investigado por suspeitas de tráfico de influência, enquanto Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula, aparece nas apurações por sua relação com a lobista Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente.

A PF identificou que Roberta enviou a Marcola uma minuta de contrato para a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, negócio que não avançou, e também rastreou mais de R$ 217 mil em despesas pessoais pagas por ela para o ex-assessor em 2024. Marcola afirma que os valores faziam parte de um empréstimo pessoal de R$ 249 mil, posteriormente quitado.

Lulinha não foi indiciado e as defesas dos envolvidos contestam as suspeitas.

+ Marcola diz que R$ 249 mil recebidos de Roberta Luchsinger eram empréstimo

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