Quatro suspeitos de participar do linchamento que matou Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, estão presos. O caso ocorreu na quarta-feira (12), depois que seguranças e entregadores de aplicativo perseguiram o homem por suspeita de furto de uma bicicleta.
Quatro suspeitos de participar do linchamento que matou Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, estão presos. O caso ocorreu na quarta-feira (12), depois que seguranças e entregadores de aplicativo perseguiram o homem por suspeita de furto de uma bicicleta.
Segundo a família, em entrevista ao RJTV, Rafael tinha transtornos mentais e falava pouco. Ele havia saído para passear com a bicicleta da irmã quando foi abordado por Davi Santos Machado, que trabalhava como segurança privado de uma farmácia.
Ao ser questionado se a bicicleta era dele, Rafael negou. A resposta levou Davi a suspeitar que o homem tivesse furtado o veículo. Imagens mostram que outro segurança, Jorge Luiz Ricardo Dias, retirou a bicicleta de Rafael à força, dando início às agressões.
Depois de ser agredido pelos dois seguranças, Rafael correu até a Rua Felipe Oliveira, onde parou para recuperar o fôlego. Nesse momento, dois entregadores foram interceptados por Davi, que afirmou que a vítima era um criminoso.
Os entregadores Felipe Eduardo dos Santos Silva e Ailton José da Silva encontraram Rafael e passaram a agredi-lo novamente. Juntos de Davi, os três espancaram até a morte Rafael Landeiro.
Nove minutos de violência
As agressões duraram quase nove minutos e foram registradas em vídeo pelos próprios envolvidos. Rafael foi atingido com capacetes de motocicleta, pedaços de pau, socos e chutes.
A vítima caiu durante os ataques e continuou sendo agredida. Depois disso, permaneceu por cerca de meia hora na calçada até a chegada dos bombeiros. Rafael foi levado ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.
Os quatro suspeitos estão presos. Os dois seguranças já foram encaminhados ao presídio de Benfica. Na segunda-feira (17), Davi foi à 12ª Delegacia de Polícia usando a bicicleta da irmã da vítima.
Em um primeiro depoimento, Davi negou participação nas agressões e afirmou que apenas havia abordado Rafael e dado um soco no braço dele. Depois, admitiu o crime após a polícia confrontá-lo com as imagens.
A polícia ainda tenta identificar um quinto envolvido no linchamento. Ele aparece em imagens de câmeras de segurança dando um chute na cabeça de Rafael.
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