Um menino de aproximadamente 10 anos pediu socorro por mensagem e ajudou na prisão de um homem por descumprimento de medida protetiva na noite desta terça-feira (25), em Tamoios, distrito de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
Um menino de aproximadamente 10 anos pediu socorro por mensagem e ajudou na prisão de um homem por descumprimento de medida protetiva na noite desta terça-feira (25), em Tamoios, distrito de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
A prisão ocorreu após uma ação da Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal. Segundo a Secretaria de Segurança e Ordem Pública, a Patrulha já acompanhava o caso, e o menino entrou em contato pelo telefone da mãe, que é assistida pelo serviço.
Por volta das 22h04, o menino enviou apenas um ponto de interrogação. A equipe perguntou como poderia ajudar e recebeu a resposta: “não posso falar”, acompanhada de emojis de choro.

O menino usou o celular da mãe para entrar em contato com um telefone de contato exclusivo para casos de violência (Divulgação/Prefeitura de Cabo Frio)
Em seguida, a criança enviou áudios nos quais era possível ouvir a voz de um homem ao fundo. Diante da possibilidade de que a mensagem fosse um pedido de socorro feito de forma discreta, a Patrulha Maria da Penha iniciou imediatamente o deslocamento até o endereço informado.
Menino enviou mensagem pelo telefone da mãe
Ao chegar à residência, os agentes encontraram o imóvel fechado e em silêncio. Eles chamaram pelos moradores diversas vezes, mas não tiveram resposta.
A motocicleta usada pelo homem foi localizada estacionada do outro lado da rua, em frente à casa. As equipes permaneceram no endereço e continuaram chamando até perceberem movimentação no imóvel. Pouco depois, o homem apareceu na sacada.
A mulher assistida pela Patrulha Maria da Penha e o homem foram levados à delegacia para os procedimentos cabíveis. Após análise da autoridade policial, ele permaneceu preso por descumprimento de medida protetiva.
Patrulha Maria da Penha já acompanhava o caso
Para a inspetora-adjunta Regiane Costa, da Patrulha Maria da Penha, o caso mostra a importância de observar sinais que possam indicar uma situação de risco.
“Foi importante a sensibilidade da equipe para entender que aquela mensagem poderia ser um pedido de socorro. Quando alguém não consegue falar, até uma mensagem aparentemente simples pode ser um sinal de que precisa de ajuda. Por isso, a equipe permaneceu no local e fez a averiguação até conseguir identificar o que estava acontecendo”, afirmou em nota.
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