Uma forte reação durante o descarregamento de ferro-gusa provocou calor e uma grande quantidade de fumaça na Usina Presidente Vargas, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda, no Sul Fluminense, na tarde desta quarta-feira (28). Segundo a empresa e o Corpo de Bombeiros, ninguém se feriu.
De acordo com a CSN, o acidente ocorreu por volta das 13h30, durante uma operação de rotina. Um carro-torpedo, vagão especial que transporta o ferro-gusa dentro da usina, despejava o material em um poço usado para receber resíduos e sobras da produção.
🔎 O ferro-gusa é o ferro em estado líquido produzido nos altos-fornos, a primeira etapa da fabricação do aço. 🔎
Segundo a empresa, o material, em alta temperatura, entrou em contato com o excesso de umidade no solo do poço, o que provocou a reação. A fumaça pôde ser vista dentro e ao redor da usina.
Atuação dos bombeiros e do Inea
Segundo o Corpo de Bombeiros, a reação química no poço provocou um deslocamento de ar, e a brigada de incêndio da CSN combateu os primeiros focos de fogo. Depois, as equipes dos bombeiros vistoriaram a área e confirmaram que não há vítimas nem chamas no local.
A CSN informou que investiga as causas do acidente. A empresa também acionou o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), responsável pela fiscalização ambiental no estado, que enviou equipes à usina. Até a última atualização desta reportagem, o Inea não havia divulgado avaliação sobre possíveis impactos ambientais da fumaça.
A Usina Presidente Vargas é a principal unidade da CSN e uma das maiores siderúrgicas do país. Inaugurada na década de 1940, ela fica no centro de Volta Redonda, cidade que cresceu em torno da usina.
Por que a reação acontece
O ferro-gusa sai dos altos-fornos a temperaturas que costumam passar de 1.400 °C. Quando um metal tão quente encontra água, a água vira vapor quase instantaneamente. Nessa transformação, o vapor ocupa um espaço muito maior que o da água líquida, o que provoca um aumento brusco de pressão.
Esse fenômeno explica o deslocamento de ar relatado pelos bombeiros e a grande quantidade de fumaça e vapor. Por isso, as siderúrgicas costumam adotar regras rígidas para manter secos os locais onde o metal líquido é despejado.
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