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Árvore exótica, inicialmente usada para reflorestamento, se torna praga no país

Campo Grande proíbe plantio e comércio da leucena, enquanto outras cidades também intensificam ações de controle para proteger a biodiversidade.

Praga Urbana, a Leucena se espalha por todos os lugares — Foto: Agência O Globo / Marcos Tristão
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  • A leucena, planta exótica do México, foi introduzida no Brasil na década de 1940 para recuperação de áreas degradadas e alimentação de gado.
  • Sua proliferação ameaça a biodiversidade local, inibindo o crescimento de espécies nativas.
  • Campo Grande lançou um Plano de Erradicação da leucena, proibindo seu plantio e comércio, com multas de até R$ 1 mil para infratores.
  • Outras cidades, como Aracaju e municípios de São Paulo, também adotam ações de controle e substituição por espécies nativas.
  • O controle da leucena é um desafio em várias regiões, exigindo esforços contínuos para mitigar seus impactos ambientais.

A leucena, planta exótica originária do México, foi introduzida no Brasil na década de 1940 para recuperação de áreas degradadas e alimentação de gado. Contudo, sua proliferação tem se mostrado uma ameaça à biodiversidade local, inibindo o crescimento de espécies nativas. Recentemente, Campo Grande lançou um Plano de Erradicação da leucena, que proíbe seu plantio, comércio e transporte, com multas de até R$ 1 mil para infratores.

A presença da leucena se intensificou ao longo da BR-262, impactando negativamente a paisagem do Pantanal. Segundo a superintendente do Ibama, Joanice Battilani, a planta não apenas impede a germinação de vegetais nativos, mas também produz sementes que não alimentam adequadamente a fauna local. A gestão municipal busca mapear e substituir a leucena por espécies nativas, mas a manutenção contínua é crucial, já que a planta rebrota rapidamente.

Ações em Outras Regiões

Outras cidades, como Aracaju e municípios de São Paulo, também enfrentam desafios semelhantes. Em Aracaju, a leucena se espalhou por áreas de mangue e estradas, levando a Secretaria do Meio Ambiente a implementar ações de controle desde 2021. O processo de erradicação é demorado, exigindo múltiplos cortes para eliminar a planta.

Em São Paulo, a leucena é uma preocupação em várias cidades, como Itapira e Piracicaba. O biólogo Anderson Martelli destaca que a planta inibe a diversidade vegetal, criando um “deserto verde”. A Prefeitura de Piracicaba já realizou diversas remoções e promoveu cursos sobre técnicas de reflorestamento.

Desafios e Estratégias

O controle da leucena é um desafio em Fernando de Noronha, onde o ICMBio desenvolve um plano de erradicação que inclui o corte da planta e o plantio de espécies nativas. O coordenador do ICMBio, Alexandre Sampaio, enfatiza a necessidade de um esforço contínuo para conter a espécie invasora.

A situação é crítica em todo o Brasil, onde a introdução da leucena, inicialmente vista como uma solução, se transformou em um problema ambiental. Especialistas defendem que a erradicação total é inviável, mas o controle e a educação ambiental são essenciais para mitigar os impactos da planta exótica.

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