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Aquecimento global pode aumentar mortes por diarreia em crianças, aponta estudo

Estudo aponta que aquecimento global pode elevar em até 39% o risco de diarreia infantil no sul e sudeste da Ásia, exigindo ações imediatas

Foto: AFP
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  • Um estudo da Universidade Flinders indica que o aquecimento global pode aumentar em até 39% o risco de diarreia em crianças no sul e sudeste da Ásia.
  • A pesquisa analisou dados de mais de 3 milhões de crianças em oito países da região.
  • Temperaturas extremas e secas anormais estão ligadas ao aumento de casos de diarreia, com oscilações de temperatura entre 30 °C e 40 °C elevando o risco em 39%.
  • A pesquisa destaca a importância da educação materna e do acesso à água potável, já que 88% das mortes por diarreia estão relacionadas à água contaminada.
  • Os pesquisadores recomendam ações governamentais para melhorar a educação, o acesso à água potável e o saneamento básico, além de monitoramento de surtos de doenças.

As mudanças climáticas estão intensificando o risco de doenças diarreicas fatais em crianças pequenas, especialmente no sul e sudeste da Ásia. Um estudo inédito da Universidade Flinders, publicado na revista *Environmental Research*, revela que o aquecimento global pode aumentar em até 39% o risco de diarreia infantil, uma das principais causas de morte em menores de cinco anos em países de baixa e média renda.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 3 milhões de crianças em oito países asiáticos. O estudo destaca que temperaturas extremas e estações chuvosas anormalmente secas estão diretamente ligadas ao aumento de casos de diarreia. Oscilações de temperatura entre 30 °C e 40 °C elevam o risco em 39%, enquanto períodos de seca aumentam em 29%. O professor Corey Bradshaw, um dos autores, alerta que as crianças do sul global enfrentarão riscos ainda maiores devido à falta de ações de saúde pública.

Fatores de Risco e Prevenção

Cerca de 88% das mortes por diarreia estão associadas ao consumo de água contaminada ou condições precárias de saneamento. Melhorar o acesso à água potável pode reduzir o risco em até 52%, enquanto a ampliação de sistemas sanitários pode trazer uma redução de 24%. Um achado crucial do estudo é a relação entre a educação materna e a saúde infantil. Crianças cujas mães têm menos de oito anos de escolaridade apresentam um risco 18% maior de desenvolver doenças diarreicas.

Hira Fatima, autora principal da pesquisa, enfatiza que investir na educação de meninas e mulheres é uma ferramenta poderosa para a adaptação climática. A educação melhora o conhecimento sobre higiene e ajuda no reconhecimento precoce de sintomas, salvando vidas.

Desigualdade e Ações Necessárias

Os autores do estudo também destacam que, apesar de contribuírem menos para as emissões de gases do efeito estufa, os países de baixa e média renda serão os mais afetados pelas consequências sanitárias das mudanças climáticas. Melinda Judge, coautora da pesquisa, afirma que esses países, especialmente as crianças mais pobres, enfrentarão os efeitos mais severos.

Para mitigar os riscos, o estudo recomenda que os governos priorizem:

1. Investimento em educação materna.

2. Melhoria no acesso à água potável e saneamento básico.

3. Políticas habitacionais que reduzam a superlotação.

4. Monitoramento e resposta rápida a surtos de doenças em períodos de calor extremo ou seca.

O professor Peter Le Souëf conclui que o tempo para agir é agora, pois sem medidas concretas, os efeitos das mudanças climáticas continuarão a ampliar desigualdades e colocar em risco milhões de vidas infantis nos próximos anos.

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