O aumento dos roubos de carros no Rio de Janeiro tem dificultado a contratação de seguros para motoristas no estado. Dependendo da cor do veículo, o valor da apólice pode dobrar. O geógrafo Hugo Costa, que foi assaltado em Bonsucesso em 2022, relata que após o roubo, enfrentou dificuldades para conseguir um novo seguro, com […]
O aumento dos roubos de carros no Rio de Janeiro tem dificultado a contratação de seguros para motoristas no estado. Dependendo da cor do veículo, o valor da apólice pode dobrar. O geógrafo Hugo Costa, que foi assaltado em Bonsucesso em 2022, relata que após o roubo, enfrentou dificuldades para conseguir um novo seguro, com seguradoras se negando a cobrir certos modelos na região. Para contornar a situação, ele optou por um carro cujo seguro fosse mais acessível.
Moradores da Baixada Fluminense, como Paulo Oliveira de Duque de Caxias, também enfrentam desafios. Ele menciona que o custo do seguro na região chega a 15% do valor do veículo, enquanto em outras áreas do Rio, a média é de 7%. Oliveira destaca que muitas seguradoras de cooperativa não aceitam fazer seguro com base no CEP do cliente, complicando ainda mais a situação.
Entre 30 de janeiro e 2 de fevereiro de 2025, foram registrados 827 roubos de veículos no estado, com uma média de 206 por dia. Os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostram que a Zona Norte é a mais afetada, com a 27ª DP (Vicente de Carvalho) registrando 1.448 ocorrências em 2024. A Baixada Fluminense também apresenta números alarmantes, com Belford Roxo e Duque de Caxias contabilizando 1.881 e 1.770 roubos, respectivamente.
Keila Farias, vice-presidente da comissão de auto da Federação Nacional de Seguros Gerais, explica que o preço do seguro é influenciado por diversos fatores, incluindo o CEP e o histórico de roubos na região. Ela ressalta que as seguradoras analisam os dados dos últimos 12 meses, e o aumento nos índices de roubo impacta diretamente na aceitação e no custo do seguro.
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