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Dívida externa da China fica abaixo do limite global

A dívida externa da China caiu 0,7% para US$ 2,33 trilhões, mantendo riscos abaixo de limites globais com relação dívida/PIB a 11,9%

A relação dívida externa/PIB caiu ligeiramente em relação ao ano anterior, para 11,9%, abaixo da marca de 20%; na imagem, notas de yuan
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  • A dívida externa da China ficou em US$ 2,33 trilhões no fim do ano passado, queda de 0,7% ante o ano anterior, segundo a Safe.
  • A relação dívida externa/PIB caiu para 11,9%, abaixo da marca de 20% considerada segura globalmente.
  • A relação dívida externa/exportações caiu para 56,3% e o índice de serviço da dívida externa ficou em 6,2%, ambos abaixo dos limites.
  • Investidores estrangeiros reduziram participações em títulos chineses em 8%, com bancos permanecendo os maiores detentores, respondendo por 40% da dívida externa.
  • A dívida externa de curto prazo soma 56% do total; a relação com reservas cambiais ficou em 39,2%, e a Safe destacou que os riscos são controláveis.

A dívida externa da China recuou 0,7% no ano passado, para US$ 2,33 trilhões, conforme dados divulgados pela Safe em 27 de março. O recorte é do fim de 2025, com a autoridade destacando a manutenção de níveis considerados seguros.

A relação dívida externa/PIB ficou em 11,9%, ainda bem abaixo do limite usual de 20%. Já a relação dívida externa/exportações caiu para 56,3%, em queda de 4,3 pontos percentuais e abaixo do teto de 100%.

O índice de serviço da dívida externa, que calcula pagamentos de principal e juros sobre as exportações, ficou em 6,2%, também abaixo do limite de 20%. A Safe aponta riscos amplamente controlados.

Estrutura da dívida e participação de investidores

Investidores estrangeiros reduziram suas participações em títulos da dívida chinesa no decorrer do ano, contribuindo para uma queda de 8% no total de dívida externa ligada a títulos. Ajustes de portfólio teriam sido influenciados pela volatilidade do mercado.

A dívida externa de curto prazo (até 1 ano) representou 56% do total ao final de 2025, com a relação sobre as reservas cambiais em 39,2%, abaixo do limite de segurança de 100%. Bancos continuam como os maiores detentores, respondendo por 40% do total.

A Safe, por meio do porta-voz Li Bin, reforçou que, de modo geral, os riscos da dívida externa permanecem sob controle, mesmo com a saída de investidores estrangeiros.

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