Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mosca mortal ameaça aumentar preços da carne nos Estados Unidos

A alta nos preços da carne bovina pressiona pecuaristas, que enfrentam dilemas entre abate imediato e futuro crescimento do rebanho.

Preço da carne bovina em um supermercado em Mount Prospect (Illinois). (Foto: AP/Nam Y. Huh)
0:00
Carregando...
0:00
  • Os preços da carne moída nos Estados Unidos atingiram US$ 6,12 por 450 gramas em junho, com um aumento de 12% em relação ao ano anterior.
  • A redução do rebanho, que é o menor em 74 anos, e tarifas sobre importações de carne, especialmente do Brasil, estão contribuindo para essa alta.
  • A mosca-da-bicheira no México e a seca no oeste dos EUA também estão pressionando a oferta e os preços da carne.
  • Pecuaristas enfrentam margens de lucro reduzidas e muitos estão optando por abater mais fêmeas, o que pode comprometer o crescimento futuro dos rebanhos.
  • Apesar da melhora nas condições das pastagens, a recuperação do rebanho ainda enfrenta desafios, com altos custos de investimento para novos animais.

Os preços da carne bovina nos Estados Unidos estão em alta, com a carne moída alcançando US$ 6,12 por 450 gramas em junho, um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Essa tendência é resultado de uma redução contínua no rebanho, que atingiu seu menor nível em 74 anos. Além disso, tarifas impostas por Donald Trump sobre importações de carne, especialmente do Brasil, estão pressionando ainda mais os preços.

A situação é agravada por fatores externos, como a mosca-da-bicheira, que afetou rebanhos no México. O governo dos EUA teme que essa praga chegue ao país, o que poderia comprometer ainda mais a oferta de carne. Atualmente, cerca de 4% do gado abatido nos EUA provém do México, e a suspensão das importações desse país no ano passado já impactou o mercado.

Pressão sobre os Pecuaristas

A seca persistente no oeste dos EUA e o aumento nos preços da ração têm pressionado os pecuaristas, que operam com margens de lucro reduzidas. Muitos optaram por abater mais fêmeas do que o normal, o que, embora mantenha a oferta a curto prazo, compromete o crescimento futuro dos rebanhos. David Anderson, economista da Texas A&M, destaca que a criação de animais maiores permite que os pecuaristas mantenham a produção com menos gado.

Os preços dos bois também dispararam, com cotações recentes em US$ 230. Essa alta leva os pecuaristas a vender fêmeas em vez de mantê-las para reprodução, já que os preços futuros podem cair. A decisão entre vender agora ou esperar por um retorno a longo prazo se torna um dilema constante.

Expectativas Futuras

Embora a seca tenha diminuído e as condições das pastagens melhorado, ainda existem barreiras para a recuperação do rebanho. Bernt Nelson, economista agrícola, ressalta que um jovem fazendeiro precisaria investir mais de US$ 100 mil para adicionar apenas 25 novilhas ao seu rebanho, em um cenário de juros altos. Normalmente, os preços da carne caem após a temporada de churrascos, mas a expectativa é de que essa queda seja modesta, dada a pressão contínua sobre a oferta.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais