- A Usiminas (USIM5) registrou um EBITDA de R$ 408 milhões no segundo trimestre de 2025, uma queda de 44,34% em relação ao trimestre anterior.
- O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que previa um EBITDA de R$ 553 milhões, levando a uma queda de 2,57% nas ações da empresa, que estão cotadas a R$ 4,17.
- A companhia atribui o desempenho fraco ao aumento das importações de aço, que atingiram 1,2 milhão de toneladas, intensificando a concorrência, especialmente com o aço da China.
- A Usiminas não conseguiu reduzir custos conforme esperado, o que afetou suas margens. A projeção de investimentos em capital para 2025 foi reduzida para entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão.
- Analistas recomendam cautela aos investidores devido à forte concorrência e incertezas no futuro da empresa, que enfrenta um histórico de dificuldades financeiras.
A Usiminas (USIM5) divulgou seus resultados financeiros do segundo trimestre de 2025, revelando um EBITDA de R$ 408 milhões, o que representa uma queda de 44,34% em relação ao trimestre anterior. O desempenho abaixo das expectativas do mercado, que previa um EBITDA de R$ 553 milhões, resultou em uma queda de 2,57% nas ações da empresa, que agora estão cotadas a R$ 4,17.
A companhia atribui os resultados fracos ao agravamento das condições do mercado de aços planos, com um volume recorde de 1,2 milhão de toneladas de importações no período. Essa situação reflete a intensa concorrência, especialmente com o aço importado da China, que continua a pressionar os preços no mercado interno. Mesmo com a implementação de uma tarifa de importação de 25% no ano passado, a Usiminas não conseguiu mitigar os impactos negativos.
Desempenho e Expectativas
Analistas destacam que a Usiminas enfrenta um cenário desafiador, com vendas projetadas para o terceiro trimestre de 2025 apresentando preços fracos e vendas estáveis. A empresa não atendeu às expectativas de redução de custos, o que compromete a recuperação das margens. O Itaú BBA observou que o EBITDA ajustado ficou 13% abaixo de suas estimativas, refletindo um desempenho insatisfatório.
Além disso, a Usiminas anunciou uma redução em sua projeção de investimentos em capital para 2025, que agora varia entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão. A empresa também aprovou um investimento de R$ 1,7 bilhão para a reconstrução da Coqueria 2, com desembolsos previstos entre 2026 e 2029.
Análise do Mercado
Os desafios enfrentados pela Usiminas são evidentes, com a ação sendo negociada a cerca de 0,3 vez o valor patrimonial (P/VPA), segundo relatório do UBS BB. O banco recomenda cautela aos investidores, considerando a forte concorrência das exportações chinesas, que continua a impactar o mercado de aço em 2025. O Goldman Sachs também aponta incertezas no futuro da empresa, apesar de uma recente valorização das ações.
A Usiminas, que já enfrentou dificuldades financeiras significativas nos últimos 15 anos, continua a ser uma preocupação para investidores de longo prazo, com um histórico de perdas acentuadas em períodos passados.
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