- A celulose brasileira foi excluída das novas tarifas de 40% dos Estados Unidos, aliviando empresas como Suzano e Klabin.
- A decisão, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visa reduzir incertezas no comércio bilateral.
- A Suzano, que destina cerca de 20% de suas vendas ao mercado norte-americano, é a mais beneficiada, facilitando negociações com clientes chineses.
- O Morgan Stanley destacou que os EUA dependem da celulose de fibra curta, principalmente proveniente do Brasil, que representou entre 38% e 39% das importações norte-americanas em 2024.
- Apesar do alívio para a celulose, tarifas de 50% sobre o aço permanecem, e a retirada da tarifa sobre o cobre refinado causou queda nos prêmios entre os mercados de metais.
A exclusão da celulose brasileira das novas tarifas de 40% impostas pelos Estados Unidos trouxe um alívio significativo para empresas do setor, como Suzano e Klabin. A decisão, anunciada pelo presidente Donald Trump, visa mitigar as incertezas no comércio bilateral, especialmente após a implementação de uma alíquota de 10% já existente.
Analistas destacam que a isenção da celulose foi um ponto crucial nas novas tarifas. O Goldman Sachs classificou a celulose como a exceção mais relevante, ressaltando que a Suzano, com cerca de 20% de suas vendas destinadas aos EUA, é a empresa mais exposta ao mercado norte-americano. A decisão deve facilitar as negociações com clientes chineses e aliviar a pressão sobre preços e participação de mercado.
O Morgan Stanley também elogiou a medida, apontando que os EUA dependem fortemente da celulose de fibra curta, cuja principal origem é o Brasil. Em 2024, o Brasil representou entre 38% e 39% das importações norte-americanas desse produto. A isenção reduz as chances de perda de participação para concorrentes com menor tributação e diminui os custos para indústrias de papel e embalagens nos EUA.
Impactos no Setor
Embora a Suzano se beneficie amplamente, a Klabin, que tem entre 1,8% e 2,5% de sua receita exposta aos EUA via celulose, pode enfrentar limitações em seus ganhos devido às tarifas sobre outros produtos. Ambas as empresas mantêm recomendações de exposição acima da média pelo Morgan Stanley.
Por outro lado, o alívio não se estendeu a todos os setores. As tarifas de 50% sobre o aço continuam em vigor, mas o Goldman Sachs acredita que as exportações brasileiras de placas permanecem competitivas, já que os preços do aço laminado a quente nos EUA estão acima de US$ 800 por tonelada.
Uma surpresa negativa foi a retirada da tarifa de 50% sobre o cobre refinado, o que causou uma queda nos prêmios entre os mercados de metais. O Goldman Sachs vê oportunidades em ações ligadas ao cobre, apesar da cautela dos investidores devido a estoques elevados e incertezas sobre o crescimento da China.
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