- Forças navais da Rússia e da China realizaram exercícios no mar do Japão, simulando a destruição de submarinos inimigos.
- A manobra começou no domingo, três de agosto, e contou com helicópteros e aeronaves de patrulha.
- A Frota do Pacífico da Rússia anunciou que um “submarino inimigo foi detectado e destruído na simulação”.
- O exercício ocorre em um contexto de tensões crescentes entre os aliados e os Estados Unidos, após ameaças do presidente Donald Trump sobre o deslocamento de submarinos nucleares.
- A cooperação militar entre Rússia e China tem aumentado desde a aliança estratégica firmada antes da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Dias após o presidente Donald Trump ameaçar a Rússia com o deslocamento de dois submarinos nucleares, forças navais da Rússia e da China realizaram exercícios no mar do Japão. A manobra, que começou no domingo (3), simulou a destruição de submarinos inimigos e envolveu helicópteros e aeronaves de patrulha de ambos os países.
Durante o exercício, a Frota do Pacífico da Rússia anunciou que um “submarino inimigo foi detectado e destruído na simulação”. Embora a manobra tenha sido classificada como defensiva, ocorre em um contexto de crescente tensão entre os aliados e os Estados Unidos. Trump havia feito suas ameaças após um embate virtual com o ex-presidente russo Dmitri Medvedev, que criticou um ultimato americano para uma trégua na Guerra da Ucrânia.
Tensão e Retórica Agressiva
Medvedev, que atualmente é um dos expoentes da linha-dura do governo de Vladimir Putin, reagiu a comentários de Trump sobre a economia russa, fazendo alusão ao sistema de lançamento automático de mísseis nucleares conhecido como “Mão Morta”. A retórica entre os líderes tem se intensificado, com Trump afirmando que os submarinos seriam deslocados, mas sem especificar se estariam armados com ogivas nucleares.
Após a conclusão do exercício, uma força conjunta de navios russos e chineses partirá em patrulha pelo Pacífico. Essa cooperação militar entre os dois países tem se intensificado nos últimos anos, especialmente desde a aliança estratégica firmada por Putin e Xi Jinping antes da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022.
Alerta do Ocidente
A crescente colaboração entre Rússia e China tem gerado preocupação no Ocidente. O chefe da Otan expressou receios sobre um possível ataque conjunto das forças dos dois países, enquanto o Pentágono especula sobre a possibilidade de uso de armas nucleares, especialmente com a participação da Coreia do Norte, que possui cerca de 50 ogivas nucleares.
Entre na conversa da comunidade