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José Eduardo Franco dos Reis, juiz aposentado, é acusado de falsidade ideológica após usar identidade falsa por 45 anos

José Eduardo Franco dos Reis, juiz aposentado, enfrenta acusações de falsidade ideológica após usar identidade falsa por 45 anos. Sua defesa argumenta que não houve crime e que a falsificação já prescreveu. O Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu sua aposentadoria e investiga possíveis irregularidades. A identidade original de Reis foi descoberta ao tentar obter uma segunda via de seu RG. Ele alega que o uso do nome falso não prejudicou ninguém e que sua atuação na magistratura foi exemplar.

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José Eduardo Franco dos Reis, um juiz aposentado, é acusado de falsidade ideológica por usar documentos falsos durante 45 anos com o nome de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield. Sua verdadeira identidade foi descoberta, levando à suspensão de sua aposentadoria pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. A defesa de Reis argumenta que não houve crime, pois a falsificação já prescreveu e ele não obteve vantagens com o nome falso. O advogado dele, Alberto Toron, afirma que a identidade verdadeira não muda fatos importantes e que Reis teve uma carreira exemplar como juiz. Reis adotou a identidade falsa em 1980, após se identificar com seu nome verdadeiro em 1973, e usou documentos falsificados para entrar na USP e passar em um concurso para juiz. A acusação se baseia em atos recentes, como a solicitação de uma segunda via do RG e o uso do nome falso em registros do Detran. O TJSP suspendeu os pagamentos da aposentadoria de Reis em abril, e ele recebia altos salários antes disso. Em depoimento, Reis disse que Edward Wickfield é seu irmão gêmeo, que foi adotado por outra família, e que foi ao Poupatempo renovar o RG a pedido do irmão, mas os contatos que forneceu eram inválidos.

Juiz aposentado usou identidade falsa por 45 anos e enfrenta acusações

José Eduardo Franco dos Reis, juiz aposentado, é acusado de falsidade ideológica após 45 anos utilizando documentos falsos em nome de Edward Albert Lancelot Dodd Canterbury Caterham Wickfield. A descoberta de sua verdadeira identidade gerou suspensão de sua aposentadoria pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

A defesa do magistrado argumenta que não houve crime, alegando que a falsificação já prescreveu e que Reis não obteve vantagens indevidas com o uso do nome falso. O advogado Alberto Toron, responsável pela defesa, afirma que o nome verdadeiro não altera nenhum “fato juridicamente relevante”, conforme o Código Penal.

Toron também mencionou que a motivação para a criação da identidade falsa em 1980 está ligada a uma “situação existencial muito triste” na vida pessoal do juiz, detalhes que serão esclarecidos no processo. O advogado ressaltou que a atuação de Reis na magistratura foi impecável, com sentenças de alta qualidade.

Reis se identificou com o nome verdadeiro em 1973, em Águas da Prata, e adotou a identidade falsa em 1980, utilizando documentos facilmente falsificáveis para ingressar na USP e ser aprovado em concurso para juiz. Sua identidade original foi descoberta ao solicitar uma segunda via do RG no Poupatempo, na capital paulista.

A acusação da Promotoria de Justiça se refere a atos ocorridos na década de 2020, como a emissão da segunda via do RG e o uso do nome falso em cadastros do Detran e do Renavam. O TJSP suspendeu os pagamentos da aposentadoria de Reis em abril, após a repercussão do caso, e abriu investigação administrativa.

O magistrado recebia vencimentos brutos de R$ 166.413,94, R$ 187.427 e R$ 155.621 em fevereiro, dezembro e janeiro, respectivamente. A defesa alega que Reis tem direito à aposentadoria, independentemente do nome, e critica a suspensão do pagamento.

Em depoimento à polícia, Reis afirmou que Edward Wickfield é seu irmão gêmeo, doado a outra família na infância, e que o contato ocorreu na década de 1980. Ele alegou ter ido ao Poupatempo para renovar o RG a pedido do irmão, apresentando um endereço e um número de telefone em Londres, que se mostraram inválidos.

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