A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro agora lidera o PL Mulher, que busca aumentar a participação das mulheres na política. Um levantamento recente mostrou que parentes de políticos do PL estão assumindo cargos em diretórios femininos, com foco nas eleições de 2026, mesmo sem experiência prévia. O estudo identificou pelo menos dez mulheres ligadas a políticos do PL em posições de destaque. Dana Vidal Costa, esposa do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, comanda o grupo em Mogi das Cruzes, embora não receba pagamento do partido. Michelle recebeu R$ 30 mil do PL e se destaca como uma figura política, com a possibilidade de futuras candidaturas, em um cenário onde as mulheres representam apenas 18% da Câmara dos Deputados. Lays Jordy, presidente do PL Mulher em Niterói, planeja concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio em 2026, enquanto as filhas do senador Magno Malta também ocupam cargos no PL Mulher, com Karla Malta liderando o diretório estadual e Maguinha Malta se preparando para uma candidatura ao Senado. Laura Astrolabio, cofundadora do projeto A Tenda das Candidatas, destaca a importância de avaliar se essas novas lideranças estão realmente comprometidas com as questões femininas ou apenas herdando posições políticas.
Na liderança do PL Mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem promovido a participação feminina na política. Recentemente, um levantamento revelou que parentes de políticos do PL estão sendo empossadas em diretórios femininos, com foco nas eleições de 2026, mesmo sem experiência em funções públicas.
O estudo do GLOBO identificou ao menos dez casos de mulheres ligadas a políticos do PL assumindo cargos em diretórios estaduais e municipais. Dana Vidal Costa, esposa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, lidera o grupo feminino em Mogi das Cruzes (SP). Embora atue em um escritório de advocacia, Dana afirma não receber remuneração do partido, que é dirigido por seu marido há quase três décadas.
Michelle, que recebeu cerca de R$ 30 mil da legenda em janeiro, tem se consolidado como uma figura política. Sua atuação no PL Mulher é vista como um trampolim para possíveis candidaturas, especialmente em um cenário onde a representatividade feminina é baixa. Atualmente, as mulheres representam apenas 18% da Câmara dos Deputados.
Estratégias e Ambições
Lays Jordy, presidente do PL Mulher em Niterói, também busca se firmar na política. Ela pretende concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio em 2026, utilizando sua posição para fortalecer a imagem de seu marido, o deputado federal Carlos Jordy. Lays acredita que as ações do diretório podem beneficiar ambos politicamente.
No Espírito Santo, as filhas do senador Magno Malta ocupam cargos no PL Mulher. Karla Malta lidera o diretório estadual, enquanto sua irmã Maguinha Malta planeja se candidatar ao Senado. Karla afirma que sua entrada no PL foi uma “missão” inspirada por Michelle, enquanto Maguinha defende que a presença feminina na política deve ser baseada em mérito.
Avaliação do Cenário
A cofundadora do projeto A Tenda das Candidatas, Laura Astrolabio, ressalta a importância de analisar o histórico dessas novas lideranças. Ela questiona se essas mulheres estão realmente comprometidas com as demandas do movimento feminino ou se estão apenas herdando capital político. A análise crítica é fundamental para entender o impacto real dessas novas figuras na política brasileira.
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