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Erro de grafia leva eletricista a ser preso injustamente por crime sexual

Jabson Andrade da Silva foi libertado após erro de identificação em prisão por homonímia. Ele planeja ação indenizatória contra o Estado.

Jabson Andrade da Silva, de 56 anos, ficou preso mais de uma semana injustamente em SP (Foto: Arquivo Pessoal)
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  • Jabson Andrade da Silva, eletricista de 56 anos, foi libertado após uma semana de prisão injusta em São Paulo.
  • Ele foi detido por engano, confundido com Jabison Andrade da Silva, acusado de estupro na Bahia.
  • O juiz Eduardo Camilo revogou a prisão após reconhecer o erro de identificação, admitido pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.
  • A defesa de Jabson apresentou documentos que comprovavam sua inocência, e sua família mobilizou-se para ajudar.
  • Jabson pretende entrar com uma ação indenizatória contra o Estado devido ao erro na qualificação.

Jabson Andrade da Silva, um eletricista de 56 anos, foi libertado após uma semana de prisão injusta em São Paulo. Ele foi detido por engano, devido à homonímia com outro indivíduo, Jabison Andrade da Silva, acusado de estupro na Bahia. A prisão ocorreu no dia 7 de julho, quando policiais chegaram à sua casa com um mandado de prisão.

O erro na identificação foi reconhecido pelo juiz Eduardo Camilo, que revogou a prisão após o Ministério Público e a Polícia Civil admitirem a falha. Jabson, que não possui antecedentes criminais, ficou detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, onde enfrentou condições adversas e hostilidade por parte dos agentes penitenciários.

Detalhes da Prisão

O eletricista, que reside em São Paulo desde 1991, foi confundido com Jabison, que foi denunciado por crimes ocorridos entre 2008 e 2015. A confusão se deu por uma simples diferença na grafia dos nomes. Jabson relatou que, ao ser preso, ficou preocupado com a saúde de sua esposa, que havia passado por exames cardíacos recentemente.

A família de Jabson mobilizou-se rapidamente para provar sua inocência, reunindo documentos que comprovavam que ele estava em São Paulo durante o período dos crimes. A filha, Catherine Lourenço, destacou que a mulher que denunciou Jabison era companheira dele e que Jabson nunca teve uma enteada.

Mobilização e Libertação

A defesa de Jabson, liderada pelo advogado Carlos Magno, argumentou que houve um grave erro de identificação. O advogado ressaltou que a prisão foi resultado de falhas nas diligências iniciais, que não confirmaram a identidade correta do acusado. Após a apresentação de provas e a mobilização da família, o juiz decidiu pela revogação da prisão na última terça-feira, 15 de julho.

Jabson foi recebido com alívio por sua família ao deixar o CDP. Ele expressou a intenção de entrar com uma ação indenizatória contra o Estado, enfatizando a necessidade de mais cautela em casos de identificação. O Tribunal de Justiça da Bahia confirmou que a prisão foi revogada devido ao erro na qualificação do custodiado.

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