- O coronel do Exército Fabrício Moreira de Bastos confirmou a existência de uma carta que pressionava o alto comando do Exército a apoiar uma tentativa de golpe de Estado.
- O documento, intitulado “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”, foi descrito como um “desabafo”.
- Bastos revelou que recebeu ordens de seu superior no Centro de Inteligência do Exército (CIE) para repassar a carta.
- A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que uma reunião em Brasília, antes dos atos de 8 de janeiro de 2023, discutiu ações contra o ministro Alexandre de Moraes.
- A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que a carta visava mobilizar apoio entre os militares para a ação golpista.
O coronel do Exército Fabrício Moreira de Bastos confirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a existência de uma carta que pressionava o alto comando do Exército a apoiar uma tentativa de golpe de Estado. O documento, intitulado “Carta ao Comandante do Exército de Oficiais Superiores da Ativa do Exército Brasileiro”, foi descrito por Bastos como um “desabafo”.
Durante seu depoimento, o coronel revelou que recebeu ordens de seu superior no Centro de Inteligência do Exército (CIE) para repassar a carta. Bastos, que é réu no núcleo 3 da ação penal relacionada à trama golpista, afirmou que a carta era “muito mal escrita” e que os autores demonstravam uma “inocência quase franciscana” ao acreditar que poderiam pressionar 16 comandantes do Exército.
Detalhes da Investigação
A investigação da Polícia Federal (PF) aponta que a reunião em Brasília, que precedeu os atos de 8 de janeiro de 2023, tinha como objetivo discutir ações contra o ministro Alexandre de Moraes, considerado o “centro de gravidade” da situação. Após a reunião, a carta e os generais que se opuseram ao golpe foram expostos por Paulo Figueiredo.
Bastos também mencionou que, embora não fizesse parte do grupo que elaborou a carta, ele pediu a um colega que a enviasse para ele, conforme solicitado por seu superior. A Procuradoria-Geral da República (PGR) considera que a carta foi uma tentativa de mobilizar apoio entre os militares para a ação golpista.
A investigação continua a revelar detalhes sobre a trama que ameaçou a democracia brasileira, com novos desdobramentos surgindo à medida que os depoimentos avançam.
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