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Ruanda aceita deportar até 250 imigrantes dos EUA de várias nacionalidades

EUA deportarão imigrantes para Ruanda, que avaliará cada caso e oferecerá suporte à integração, mas com riscos de direitos humanos envolvidos

O presidente dos EUA, Donald Trump, visita um centro de detenção de migrantes informalmente conhecido como 'Alcatraz dos jacarés', na Flórida (Foto: Evelyn Hockstein - 1º.jul.2025/Reuters)
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  • O governo dos Estados Unidos firmou um acordo com Ruanda para deportar até 250 imigrantes de diversas nacionalidades.
  • O pacto foi assinado em junho de 2025, em Kigali, e prevê triagem individual dos deportados.
  • Os deportados aceitos terão acesso a capacitação profissional, assistência médica e ajuda com moradia.
  • Ruanda poderá aprovar ou rejeitar cada caso indicado pelos EUA, e os deportados não serão obrigados a permanecer no país.
  • O acordo levanta preocupações sobre direitos humanos, dado o histórico de Ruanda nesse aspecto.

O governo dos Estados Unidos firmou um acordo com Ruanda para deportar até 250 imigrantes de diversas nacionalidades. O entendimento, assinado em junho de 2025, em Kigali, visa a triagem individual dos deportados, que poderão receber apoio para integração na sociedade ruandense.

A porta-voz do governo ruandense, Yolande Makolo, destacou que cada caso será avaliado antes da aceitação. Os deportados aceitos terão acesso a capacitação profissional, assistência médica e ajuda com moradia, com o objetivo de contribuir para a economia local. Ruanda poderá aprovar ou rejeitar cada deportado indicado pelos EUA.

O acordo também prevê que os deportados não serão obrigados a permanecer em Ruanda e poderão deixar o país quando desejarem. Apenas aqueles sem pendências criminais ou com penas já cumpridas serão aceitos. A ajuda financeira dos EUA a Ruanda, em forma de subsídio, ainda não foi divulgada.

Histórico de Acordos

Ruanda já tem experiência em acolher imigrantes, tendo recebido temporariamente pessoas evacuadas da Líbia em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Em 2022, o país firmou um acordo polêmico com o Reino Unido para receber solicitantes de asilo, que foi cancelado após batalhas judiciais.

A pressão dos EUA sobre países africanos para aceitar deportados tem aumentado. Recentemente, Sudão do Sul e Essuatini também acolheram migrantes deportados. O envio de deportados a terceiros países é uma estratégia da administração Trump, que busca parceiros dispostos a receber pessoas com antecedentes criminais.

Preocupações com Direitos Humanos

O acordo levanta preocupações sobre a segurança dos deportados em Ruanda, um país criticado por seu histórico de direitos humanos. Grupos de direitos humanos alertam para os riscos da “externalização” de imigrantes, citando o princípio de refoulement da Convenção da ONU para Refugiados, que proíbe o envio de solicitantes a países onde possam enfrentar perseguição.

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