- O governo dos Estados Unidos firmou um acordo com Ruanda para deportar até 250 imigrantes de diversas nacionalidades.
- O pacto foi assinado em junho de 2025, em Kigali, e prevê triagem individual dos deportados.
- Os deportados aceitos terão acesso a capacitação profissional, assistência médica e ajuda com moradia.
- Ruanda poderá aprovar ou rejeitar cada caso indicado pelos EUA, e os deportados não serão obrigados a permanecer no país.
- O acordo levanta preocupações sobre direitos humanos, dado o histórico de Ruanda nesse aspecto.
O governo dos Estados Unidos firmou um acordo com Ruanda para deportar até 250 imigrantes de diversas nacionalidades. O entendimento, assinado em junho de 2025, em Kigali, visa a triagem individual dos deportados, que poderão receber apoio para integração na sociedade ruandense.
A porta-voz do governo ruandense, Yolande Makolo, destacou que cada caso será avaliado antes da aceitação. Os deportados aceitos terão acesso a capacitação profissional, assistência médica e ajuda com moradia, com o objetivo de contribuir para a economia local. Ruanda poderá aprovar ou rejeitar cada deportado indicado pelos EUA.
O acordo também prevê que os deportados não serão obrigados a permanecer em Ruanda e poderão deixar o país quando desejarem. Apenas aqueles sem pendências criminais ou com penas já cumpridas serão aceitos. A ajuda financeira dos EUA a Ruanda, em forma de subsídio, ainda não foi divulgada.
Histórico de Acordos
Ruanda já tem experiência em acolher imigrantes, tendo recebido temporariamente pessoas evacuadas da Líbia em parceria com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur). Em 2022, o país firmou um acordo polêmico com o Reino Unido para receber solicitantes de asilo, que foi cancelado após batalhas judiciais.
A pressão dos EUA sobre países africanos para aceitar deportados tem aumentado. Recentemente, Sudão do Sul e Essuatini também acolheram migrantes deportados. O envio de deportados a terceiros países é uma estratégia da administração Trump, que busca parceiros dispostos a receber pessoas com antecedentes criminais.
Preocupações com Direitos Humanos
O acordo levanta preocupações sobre a segurança dos deportados em Ruanda, um país criticado por seu histórico de direitos humanos. Grupos de direitos humanos alertam para os riscos da “externalização” de imigrantes, citando o princípio de refoulement da Convenção da ONU para Refugiados, que proíbe o envio de solicitantes a países onde possam enfrentar perseguição.
Entre na conversa da comunidade