- O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a receber salário da Câmara dos Deputados após o fim de sua licença parlamentar.
- Em julho, ele recebeu R$ 17 mil e pagou R$ 123 mil a oito funcionários do gabinete.
- Eduardo não utilizou a cota parlamentar até o momento, registrando apenas um reembolso de R$ 0,03 por despesas de telefonia.
- O Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou os pedidos de cassação do deputado, solicitando o bloqueio de seu salário.
- Eduardo busca manter seu mandato para evitar a inelegibilidade até 2035, já que enfrenta investigações do Supremo Tribunal Federal (STF) por coação e obstrução de investigação.
BRASÍLIA – O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que reside nos Estados Unidos, voltou a receber salário da Câmara dos Deputados após o fim de sua licença parlamentar. Em julho, ele recebeu R$ 17 mil e pagou R$ 123 mil a oito funcionários de seu gabinete. Apesar de estar fora do país, Eduardo mantém seu mandato e o direito a um salário bruto de R$ 46.366,19, com descontos por faltas.
Até o momento, o deputado não utilizou a cota parlamentar, com apenas um reembolso registrado de R$ 0,03 por despesas de telefonia. O retorno ao cargo ocorreu em 20 de julho, durante o recesso branco do Parlamento, o que isentou Eduardo de descontos por faltas.
Pressão Política
Enquanto isso, o PT intensifica os pedidos de cassação do deputado. O líder do partido na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), solicitou o bloqueio imediato de seu salário. Eduardo tem direito a benefícios como R$ 4.148,80 mensais de auxílio moradia e reembolsos de até R$ 135,4 mil em gastos com saúde, além de R$ 133,2 mil para salários de 25 assessores.
A estratégia de Eduardo é manter o mandato para evitar a inelegibilidade até 2035. A Lei da Ficha Limpa estabelece que renunciar ao cargo pode resultar em inelegibilidade, especialmente após a abertura de processos. O STF já investiga Eduardo por coação e obstrução de investigação.
Risco de Inelegibilidade
Eduardo é cogitado para a disputa presidencial de 2026, mas precisa evitar faltas excessivas para não perder o mandato. Para isso, ele deve faltar a um terço das sessões em um ano. O cálculo de faltas ainda está indefinido, dependendo do ritmo das sessões. O PL trabalha para preservar o mandato do deputado, que pode enfrentar consequências severas se perder seu status parlamentar.
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