- A deputada federal Carla Zambelli foi presa em Roma, na Itália, no dia 29 de setembro, após quase dois meses foragida.
- A detenção foi realizada por agentes da Interpol devido a um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
- Zambelli foi condenada a dez anos de prisão por invasão hacker do sistema do Conselho Nacional de Justiça e multada em R$ 50 mil por publicações em redes sociais.
- Em uma carta divulgada por familiares, ela se declarou inocente e criticou Moraes, chamando-o de “ditador”.
- A deputada permanece detida na penitenciária feminina de Rebibbia, aguardando o processo de extradição, que pode levar de um a dois anos.
A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi presa em Roma, na Itália, após quase dois meses foragida. A detenção ocorreu no dia 29 de setembro, em um apartamento, e foi realizada por agentes da Interpol. Zambelli enfrenta um mandado de prisão emitido pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após ser condenada a dez anos de prisão por invasão hacker do sistema do Conselho Nacional de Justiça.
Em uma carta escrita à mão, divulgada por familiares e advogados, Zambelli se declarou inocente e criticou Moraes, chamando-o de “ditador”. Ela afirmou que mantém “a consciência tranquila de quem é inocente” e se descreveu como “forte e corajosa”. A deputada expressou sua fé e a certeza de que “nenhum ditador nos colocará de joelhos”, encerrando a mensagem com uma citação bíblica.
A prisão de Zambelli foi confirmada em uma audiência de custódia, onde a Corte de Apelação de Roma decidiu que ela permanecerá detida durante o processo de extradição, que pode levar de um a dois anos. Além da pena de prisão, a parlamentar também foi multada em R$ 50 mil por publicações em redes sociais, e sua condenação resultou na perda imediata do mandato parlamentar.
A situação legal de Zambelli se complica com a necessidade de extradição, enquanto ela aguarda a definição de seu futuro na penitenciária feminina de Rebibbia, na periferia de Roma. A expectativa é que o processo judicial na Itália se prolongue, refletindo a gravidade das acusações que enfrenta no Brasil.
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