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IA impulsiona inovação tecnológica no setor agro de São Paulo

São Paulo lidera IA no agro, com ambientes de inovação, monitoramento agrícola e regularização ambiental acelerados pela tecnologia

A inteligência artificial já está sendo aplicada em escala em cadeias produtivas | Divulgação/Embrapa
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  • São Paulo se destaca no uso de IA no agronegócio, com 845 empresas do setor no estado (43,2% do total nacional) e potencial de reduzir perdas pós-colheita em até trinta por cento.
  • A Secretaria de Agricultura e Abastecimento promove ambientes de inovação, monitoramento agrícola e regularização ambiental por meio dos Institutos da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios.
  • O Centro de Engenharia e Automação, do Instituto Agronômico, desenvolve IA para ensino com avatar instrutor, além de usar drones na pulverização e equipamentos de proteção para aplicadores de defensivos.
  • O APTAHub atua conectando pesquisa, startups, empresas e produtores, com a Agscore oferecendo previsões de produtividade com acurácia de até 92% em culturas como soja e milho.
  • Em regularização ambiental, São Paulo ultrapassou 200 mil CARs validados até o final de 2025, com 432 milCARs ativos, sustentando a liderança nacional no cumprimento do Código Florestal.

A inteligência artificial avança no agronegócio paulista, promovendo eficiência em cadeias produtivas e inovação tecnológica. Em São Paulo, práticas de IA vão desde o monitoramento agrícola até a regularização ambiental, com foco em ampliar produtividade e agilidade na tomada de decisões.

O Estado surge como destaque nacional pela concentração de AgTechs. Dados indicam 845 empresas no radar paulista, correspondendo a 43,2% do total do país. A implantação ocorre por meio de ambientes de inovação, como o APTAHub, e pela atuação da Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

A atuação pública envolve os Institutos da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios, que promovem programas com IA, drones de pulverização e treinamentos com plataformas adaptadas a diferentes perfis de usuários.

Ambientes de inovação conectam

O Centro de Engenharia e Automação do Instituto Agronômico é referência em pesquisas com IA, incluindo projetos de ensino dinâmico. Um exemplo é o desenvolvimento de um avatar instrutor para cursos, com respostas interativas.

Outros trabalhos envolvem uso de drones na aplicação de defensivos e equipamentos de proteção individual para aplicadores, com módulos de treinamento futuros voltados a empregadores do setor.

A iniciativa de IA no ensino visa adaptar linguagem e conteúdos a agrônomos, instrutores e trabalhadores rurais, ampliando o rendimento dos treinamentos.

Ecossistema de inovação e startups

O APTAHub conecta pesquisadores, startups, empresas e produtores, acelerando soluções tecnológicas para o campo. Entre as startups, a Agscore utiliza IA para previsão de produtividade e risco com dados de clima, solo, genótipos e manejo.

Segundo o sócio-administrador da Agscore, a ferramenta já atingiu alta acurácia em previsões de soja e milho, com resultados em milhares de hectares analisados, fortalecendo decisões de produtores e instituições financeiras.

Para os responsáveis, o ambiente de inovação fortalece a relação entre ciência e produção, destacando o pitch day como fórum de apresentação de soluções ao ecossistema agro.

Monitoramento e geolocalização com IA

O programa Rotas Rurais, do Instituto de Economia Agrícola, usa IA para identificar e geolocalizar propriedades com numeração ausente, facilitando logística, segurança e entrega de produtos.

Priscilla Fagundes ressalta que a ferramenta otimiza o trabalho da equipe e amplia resultados do projeto. O IEA também desenvolve o programa Brotar, que mapeia 371 municípios e produz relatórios com apoio de IA.

Regularização ambiental e liderança nacional

Ao final de 2025, São Paulo atingiu 200 mil CARs validados, consolidando-se como referência na regularização ambiental. O estado soma 432 mil CARs ativos, com IA acelerando validações e análises técnicas.

Geraldo Melo Filho destaca que a combinação de IA com trabalho técnico eleva a agilidade do processo, fortalecendo a posição paulista no cumprimento do Código Florestal.

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