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Aquecimento global atinge recordes históricos e traz riscos crescentes para países pobres

Aumento das "temperature flips" pode agravar crises em países de baixa renda; estudo alerta para riscos até 2100 e necessidade de adaptação urgente.

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Um estudo na revista Nature mostrou que as mudanças bruscas de temperatura, chamadas de “temperature flips”, aumentaram em mais de 60% das regiões analisadas no mundo. Essas mudanças rápidas entre calor e frio podem causar sérios problemas para a saúde das pessoas e dos animais, além de afetar a agricultura e a infraestrutura. A pesquisa, que analisou dados de 1961 a 2023, revelou que a frequência e a intensidade dessas mudanças estão crescendo, especialmente na América do Sul, África e partes da Ásia e Europa. As previsões indicam que, se as emissões de gases do efeito estufa continuarem altas, esses eventos se tornarão ainda mais comuns entre 2071 e 2100, com países de baixa renda enfrentando mudanças até seis vezes mais intensas que a média global. Atualmente, 26 países são considerados de baixa renda, a maioria na África, e a pesquisa destaca a urgência de ações para reduzir emissões e se adaptar a essas mudanças. Apesar disso, a recente Conferência do Clima (COP29) resultou em um acordo que não atende às necessidades financeiras dos países afetados, com apenas 300 bilhões de dólares prometidos, enquanto seriam necessários entre 1 e 1,3 trilhões. A possível saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris também é uma preocupação.

Estudo aponta aumento de mudanças bruscas de temperatura em todo o mundo

Um estudo publicado na revista *Nature* revelou que as mudanças rápidas de temperatura, conhecidas como “temperature flips”, aumentaram em mais de 60% das regiões analisadas globalmente. A pesquisa, divulgada nesta terça-feira, 22, alerta para impactos severos, especialmente em países de baixa renda, até 2100.

As “temperature flips” são definidas como transições rápidas entre extremos de calor e frio, ou vice-versa. A dificuldade de adaptação a essas variações intensifica os efeitos negativos na saúde humana e animal, além de prejudicar infraestruturas, vegetação e agricultura.

Análise de dados de 1961 a 2023

Pesquisadores liderados por Ming Luo analisaram dados de temperatura entre 1961 e 2023, identificando um aumento na frequência, intensidade e velocidade dessas mudanças abruptas. As maiores elevações foram observadas na América do Sul, África, Leste Europeu, Sul e Sudeste Asiático.

Projeções futuras preocupam

Em cenários de alta emissão de gases do efeito estufa, as “temperature flips” devem se intensificar e durar mais entre 2071 e 2100. A exposição a essas mudanças pode aumentar em mais de 100%, com países de baixa renda sendo os mais vulneráveis, enfrentando transições de quatro a seis vezes maiores que a média global.

Países de baixa renda em risco

Segundo a World Population Review, 26 países são considerados de baixa renda, sendo 22 localizados no continente africano. A pesquisa enfatiza a necessidade de adaptação e redução de emissões para mitigar os impactos.

Acordos climáticos insuficientes

Apesar dos alertas, a recente Conferência do Clima (COP29) resultou em um acordo considerado frustrante. Especialistas apontam que seriam necessários entre 1 e 1,3 trilhões de dólares para atender às necessidades dos países afetados, mas o acordo final destinou apenas 300 bilhões de dólares. A possível saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris também é vista como um fator preocupante.

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