- O crematório Plenitud, em Ciudad Juárez, foi alvo de um escândalo após a descoberta de 383 corpos em condições inadequadas.
- O proprietário, José Luis A.C., e um funcionário, Facundo M.R., foram presos e enfrentam acusações de inumação clandestina e tratamento inadequado de corpos.
- A investigação começou após denúncias de odores fortes vindos do local, onde os corpos estavam empilhados.
- Famílias de vítimas relatam desconfiança sobre a autenticidade das cinzas recebidas, com alguns acreditando que as urnas podem conter apenas pedras e terra.
- O crematório operava sem condições adequadas, com o forno fora de funcionamento há pelo menos três anos, levantando questões sobre a supervisão do setor funerário na região.
Escândalo no Crematório Plenitud
O crematório Plenitud, localizado em Ciudad Juárez, é o centro de um escândalo que chocou a comunidade local. Recentemente, 383 corpos foram encontrados em condições deploráveis nas instalações, levando à prisão do proprietário, José Luis A.C., e de um funcionário, Facundo M.R. As autoridades investigam a entrega de urnas com cinzas supostamente falsas às famílias.
A descoberta ocorreu após denúncias de fortes odores provenientes do local. A polícia encontrou corpos empilhados em um ambiente insalubre, revelando uma situação alarmante. Os detidos enfrentam acusações de inumação clandestina e tratamento inadequado de corpos, e o Ministério Público considera incluir o crime de fraude nas acusações.
Reações das Famílias
Familiares de vítimas expressam sua angústia e desconfiança. Sandra Olvera, que perdeu seu irmão em 2019, relatou que a urna que recebeu pode conter apenas pedras e terra, e não as cinzas de seu ente querido. Outro caso é o de Maria Aldana, que também questiona a autenticidade das cinzas de seu pai, entregues pela funerária que utilizou os serviços do crematório.
As famílias se reuniram em frente à sede da Fiscalia para buscar respostas. Muitas delas descobriram que os corpos de seus entes queridos podem não ter sido cremados, gerando um sentimento de impotência e desamparo. A situação expõe não apenas a negligência do crematório, mas também falhas nos órgãos reguladores do setor funerário.
Investigação e Consequências
As investigações revelam que o crematório estava operando sem condições adequadas. O forno não funcionava há pelo menos três anos, e as instalações careciam de eletricidade e gás. O fiscal geral do Estado, César Jáuregui, destacou que a situação é resultado de uma “total negligência criminal” e que as autoridades devem garantir que os processos nos crematórios sejam adequados.
Além disso, a Comissão Estadual para a Proteção de Riscos Sanitários está sendo investigada por não ter realizado inspeções regulares no local. O caso levanta questões sobre a supervisão do setor funerário em Ciudad Juárez, onde apenas seis das 66 funerárias da cidade trabalhavam com o Plenitud. A tragédia impacta profundamente as famílias, que agora enfrentam uma dor ainda maior ao questionar o destino de seus entes queridos.
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