Um tribunal de Oslo condenou nesta segunda-feira (15) Marius Borg Høiby, de 29 anos, filho da princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, a quatro anos de prisão por estupro. O caso, que ganhou enorme repercussão no país, é considerado um dos maiores escândalos já enfrentados pela monarquia norueguesa nos últimos anos. Høiby foi considerado culpado por […]
Um tribunal de Oslo condenou nesta segunda-feira (15) Marius Borg Høiby, de 29 anos, filho da princesa herdeira da Noruega, Mette-Marit, a quatro anos de prisão por estupro. O caso, que ganhou enorme repercussão no país, é considerado um dos maiores escândalos já enfrentados pela monarquia norueguesa nos últimos anos.
Høiby foi considerado culpado por dois casos de estupro e absolvido em outras acusações semelhantes. Além disso, a Justiça reconheceu crimes relacionados a maus-tratos contra uma ex-companheira, ameaças e infrações de trânsito.
O Ministério Público havia pedido uma pena de sete anos e sete meses de prisão, enquanto a defesa solicitava a absolvição das acusações de estupro e uma condenação mais branda pelos demais delitos.
Por motivos de saúde não divulgados, Høiby, que está preso preventivamente desde fevereiro, acompanhou a leitura da sentença por videoconferência diretamente da penitenciária.
Filho de um relacionamento anterior de Mette-Marit, antes de seu casamento com o príncipe herdeiro Haakon, Høiby não exerce funções oficiais na família real norueguesa. Ainda assim, sua proximidade com a monarquia colocou o caso sob intensa atenção da imprensa e da opinião pública.
Segundo a acusação, os crimes ocorreram entre 2018 e 2024, geralmente após festas em que havia consumo de álcool e drogas. Os promotores afirmaram que as vítimas estavam dormindo ou incapacitadas de reagir quando os abusos aconteceram.
Durante o julgamento, realizado entre fevereiro e março deste ano, Høiby negou as acusações mais graves. Ele admitiu, porém, envolvimento em outros crimes, incluindo ameaças, lesões corporais e posse de drogas.
Ex-namorada denunciou abusos e terror
Ao longo do processo, outras denúncias vieram à tona. Uma ex-namorada relatou ter vivido sob um “regime de terror”, marcado por violência física e psicológica. O caso começou a ser investigado em agosto de 2024, quando Høiby foi preso após agredir uma companheira em sua residência em Oslo.
A defesa informou que pretende recorrer da decisão. Para os promotores, a sentença demonstra que a posição social ou a ligação com a família real não colocam ninguém acima da lei.
Embora não faça parte oficialmente da Casa Real, o caso gerou desgaste para a monarquia norueguesa. Ainda assim, pesquisas indicam que o apoio popular à instituição permanece elevado no país.
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