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AE! celebra vegetais com cozinha delicada, técnica e criativa na Vila Mariana

Ygor Lopes valoriza vegetais em menu sazonal do AE!, com intervenções técnicas que exploram folhas, caules e talos

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  • O AE!, inaugurado numa casa dos anos cinquenta na Vila Mariana, trabalha com cardápio curto, sazonal e dinâmico.
  • O chef Ygor Lopes, 26 anos, faz dos vegetais o eixo central, explorando variedade e o aproveitamento de folhas, talos e caules.
  • Entre os destaques, miniarroz com purê de moranga, casca da abóbora, queijo do interior e ramas de brócolis; talo defumado na churrasqueira vai ao arroz e as folhas desidratadas recebem queijo de cabra e espuma de leite de amêndoas.
  • Outras criações incluem entrada de couve-flor com talos e folhas em purê, pesto de nozes e cogumelos desidratados; cuscuz de couve-flor salteado com batata-doce e baru, em espuma aerada.
  • O menu também traz milho verde processado virando purê cremoso, empanado e frito; carnes rotativas, como bochecha de boi em caldo intenso; sobremesas de Walkyria Fagundes e um bar de drinks na varanda.

O AE! abriu numa pequena casa dos anos 1950, na Vila Mariana, oferecendo um cardápio curto e sazonal que acompanha as tendências da gastronomia. O restaurante funciona com intervenções técnicas contidas para valorizar o produto.

À frente está o chef Ygor Lopes, de 26 anos, que privilegia vegetais e explorando as várias formas de preparo para extrair o máximo de cada ingrediente. Folhas, caules e talos entram em pratos que variam conforme a temporada.

As opções contemplam vegetarianos e veganos, como o miniarroz com purê de moranga, casca da abóbora, queijo do interior de São Paulo e ramas de brócolis. O prato é servido a R$ 38 e combina doçura com texturas distintas.

Proposta e técnicas

O talo é defumado na churrasqueira e incorporado ao arroz; as folhas são desidratadas e colocadas sobre a base, com queijo de cabra e espuma de leite de amêndoas. Pipoca de miniarroz desidratado adiciona crocância ao conjunto.

Em outra entrada, floretes de couve-flor são fritos, enquanto talos e folhas viram purê com pesto de nozes e cogumelos desidratados, por R$ 27. Ainda há uma espuma aerada que revela um cuscuz de couve-flor com batata-doce e baru, por R$ 34.

As castanhas do cerrado, como o baru, aparecem como assinatura de um cardápio que evita o típico rótulo de restaurante brasileiro, mantendo um tom contemporâneo e técnico. O milho verde é transformado em purê cremoso, depois empanado e frito, para acompanhar drinques do bar na varanda.

Equipe e serviços

A equipe funciona com apoio de Walkyria Fagundes, que alia estética a traços da confeitaria francesa em sobremesas com pouca adição de açúcar. Do outro lado, Felipe Primi atua no salão, oferecendo serviço gentil e preciso, sem exageros.

Entre as opções de carnes, há escolhas rotativas, como a bochecha de boi ultramacia, servida com caldo escuro e concentrado. O conjunto demonstra equilíbrio entre técnica e sabor, com foco no produto de origem.

Café coado encerra a experiência, mantendo o tom suave que complementa o cardápio criativo apresentado pela casa.

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