- Bar do Jão é bicampeão nacional do concurso Comida di Buteco, com quatro títulos na fase paulistana.
- Fica na Penha, zona leste de São Paulo, e ainda não foi impactado pelo raio gourmetizador, segundo o texto.
- Cardápio destaca torresmo de estufa (R$ 24), pastéis fritos na hora (R$ 26, seis unidades) e lascas madeirenses da vó Encarnação (R$ 49,90).
- O bar foi aberto em 1994; hoje quem comanda é Alexandre, filho do fundador, em ambiente de boteco simples e acolhedor.
- O autor considera o Bar do Jão excelente, aponta a experiência como subjetiva e recomenda uma visita à região da Penha para conferir.
O Bar do Jão, bicampeão nacional do concurso Comida di Buteco, foi destaque por provar que há vida botequeira fora de Santa Cecília. O bar fica na Penha, zona Leste de São Paulo, e mantém a tradição de premiados mesmo em área de perfil menos divulgado pela mídia.
O espaço é pequeno e autêntico, com estufa de torresmos e atendimento direto. O serviço é marcado pela relação próxima entre garçons e clientes, que tratam o local como uma casa de amigos. O cenário confirma que o raio gourmetizador ainda não atingiu a região.
Hora de petiscar: torresmo de estufa, sequinho, e pastéis fritos na hora, com carne ou queijo e molhos barbecue e alcaparras. A crítica ressalta que o conjunto do cardápio respeita a proposta de boteco tradicional, sem abrir mão da qualidade.
Contexto e cardápio
Entre os pratos que elevam o perfil do bar estão as lascas madeirenses da vó Encarnação, versão premiada do bacalhau. O prato traz bacalhau do Porto dessalgado, molho branco, parmesão, cebola crispy, chips de mandioca e pesto com amêndoas e gengibre, em apresentação cuidadosa.
A avaliação do cardápio aponta textura e sabor equilibrados: bacalhau com molho suave, crocância da mandioca e nuances do pesto que acrescentam acidez e aroma. A casa mantém identidade forte mesmo com frequentes mudanças de rota gastronômica na cidade.
Quem está por trás do Bar do Jão, aberto em 1994, é a família de Jão. O negócio é conduzido por Alexandre, filho do fundador, que mantém o atendimento próximo e o clima de boteco clássico, com sotaque marcado pela vivência no Brasil desde 1962.
A visita ocorre ao cair da noite, quando a movimentação na região diminui. O ponto da Penha é descrito como centro comercial movimentado, reforçando a ideia de que o bar funciona bem em contato direto com a comunidade local.
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