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Atendimento ruim e pratos pesados confundem propostas do Lena

Lena, casa de cozinha mineira com toques globais, agrada pelo sabor, mas sofre com a lógica de pratos e falhas de serviço após dois meses de funcionamento

Angu com queijo Tulha do restaurante Lena, em Pinheiros
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  • Restaurante Lena aposta em uma cozinha mineira revisitada com toques de outros cantos do mundo, aberto há cerca de dois meses e com cardápio que mistura criatividades e combinações inusitadas.
  • Entradas pesadas destacam a refeição: pão de queijo recheado com costelinha, goiabada defumada e picles de quiabo (R$ 32) e broa de milho com frango, maionese picante e kimchi de ora-pro-nóbis (R$ 35), que podem pesar no estômago.
  • Prato principal bem servido: galinhada (R$ 71) sobre arroz al dente e caldoso, com sobrecoxa crocante e gema curada em shoyu e cachaça; conserva de cebola adiciona acidez.
  • Outra opção é o angu com queijo Tulha (R$ 68), com cogumelos, ervilha-torta, milho, crocante de queijo Canastra, tzatziki e dill, explorando várias texturas e sabores.
  • Sobremesa mil-folhas de milho (R$ 35) apresenta curau delicado, mas a massa é mais compacta que o tradicional; serviço apresentou falhas, com pedidos trocados, entrega de prato errado, água não servida e conta equivocada.

O Lena, restaurante de cozinha mineira em São Paulo, aposta em receitas criativas que recebem toques de outros países, como kimchi na broa de milho, ponzu na costelinha com canjiquinha e tzatziki no angu. O cardápio mescla tradição com experimentação, buscando provocar o paladar sem perder a raiz regional.

O chef mineiro Mário Santiago assina o menu, que inclui entradas, pratos principais e uma sobremesa com traços de confeitaria francesa. O objetivo é oferecer uma experiência de mesa com várias texturas, sabores e combinações inesperadas.

O Lena abriu há dois meses e já atraiu curiosos pela ideia de cozinha regional revisitada. A casa funciona para almoço e café aos sábados, sem serviço de jantar.

O que acontece na prática é uma experiência que, segundo clientes, pode carecer de ajuste na lógica de sequência de pratos. Entradas pesadas costumam dominar a refeição, dificultando o equilíbrio entre início, meio e fim.

Entre as entradas, o pão de queijo recheado com costelinha, goiabada defumada e picles de quiabo gerou elogios pelo sabor, mas decepciona pela absorção excessiva da base. A broa de milho com frango e kimchi de ora-pro-nóbis agradou pelo conjunto, porém pesa ao comer sozinho.

Entre os pratos fortes, a galinhada aparece como destaque, sobre arroz al dente com pele crocante e gema curada em shoyu e cachaça. A presença de cebola em conserva acrescenta acidez ao conjunto.

O angu com queijo Tulha traz cogumelos, ervilha-torta, milho, crocante de queijo Canastra, tzatziki e dill, oferecendo várias possibilidades de textura e sabor. Já a sobremesa mil-folhas de milho chega com curau delicado, mas a massa aparece menos arejada que o esperado.

O ambiente não oferece jantar, funcionando apenas com almoço e, aos sábados, café da manhã. A sugestão é optar por pratos principais ou pelo “pê-efe” da semana, que inclui salada, prato do dia e doce.

Questões de serviço destacam pontos a melhorar. Em visita recente, a equipe não informou sobre o tamanho das porções de entradas para dois, houve pedido errado, prato correto entregue em outra mesa, água não atendida e a conta lançada com erro, repetindo o problema em duas ocasiões.

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