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Cidade antiga de mais de 2.000 anos é revelada por seca no Iraque

Descoberta de cidade helenística e necrópole no Iraque revela interação entre gregos e habitantes locais, ameaçada por mudanças climáticas

Baixo nível de água na represa de Mosul expõe um antigo assentamento e 40 tumbas da era de Alexandre (Foto: Reprodução)
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  • Arqueólogos descobriram uma cidade helenística perdida e uma necrópole com 40 tumbas no distrito de Semel, no norte do Iraque.
  • A descoberta foi possível devido à queda do nível da represa de Mosul, que submergiu mais de 80 aldeias desde 1986.
  • A seca, agravada pela mudança climática, expôs estruturas que estavam submersas por décadas.
  • A cidade, datada entre 323 a.C. e 31 a.C., mostra a interação entre colonizadores gregos e habitantes locais.
  • A preservação das tumbas está ameaçada por erosão e mudanças climáticas, com uma equipe de 14 pessoas trabalhando para proteger os artefatos.

Arqueólogos descobriram uma cidade helenística perdida e uma necrópole com 40 tumbas no distrito de Semel, no norte do Iraque. A descoberta ocorreu devido à queda do nível da represa de Mosul, que submergiu mais de 80 aldeias desde sua construção em 1986. A seca, agravada pela mudança climática, expôs estruturas que estavam submersas por décadas.

A cidade, que remonta ao período entre 323 a.C. e 31 a.C., revela a interação entre colonizadores gregos e os habitantes locais. Bekas Brifkani, chefe do Departamento de Antiguidades e Patrimônio de Duhok, destacou que essa é a primeira vez que tumbas desse tipo são encontradas na região. Os arqueólogos encontraram cerâmicas e artefatos que indicam uma urbanização próspera.

Descobertas Arqueológicas

As tumbas, que incluem quase 40 exemplares de cerâmica, foram desenterradas por uma equipe de especialistas curdos. A preservação das estruturas foi facilitada pela água da represa, mas agora estão ameaçadas pela erosão e mudanças climáticas. Atualmente, 14 pessoas trabalham no local para proteger os fragmentos mais frágeis.

Desde a inauguração da represa, em 1980, o nível de água tem variado drasticamente, revelando vestígios históricos em 2017 e 2023. A nova descoberta amplia o conhecimento sobre o vínculo cultural entre os habitantes locais e os gregos, em um período de trocas culturais e avanços científicos. Brifkani enfatizou a importância de monitorar os níveis da água para futuras descobertas arqueológicas.

O período helenístico, que se estende até a expansão do Império Romano, foi marcado por um florescimento nas artes e ciências. A descoberta da cidade e das tumbas oferece uma nova perspectiva sobre a história da região, que continua a ser moldada por fatores ambientais e humanos.

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