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Ao nos separarmos, percebi que Hitomi era a certa; esperei anos para revê-la

Kerry Cox e Hitomi se apaixonaram em um ferry, enfrentaram desaprovação familiar, casaram-se no exterior e passaram a viver no Japão com dois filhos

‘ I was becoming very attracted to her kindness, her always-cheerful personality, her lilting voice and laugh. She was beautiful on the inside and out’: Hitomi and Kerry Cox at Tokyo Disneyland, circa 1985
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  • Kerry Cox, da Nova Zelândia, conheceu Hitomi durante uma travessia de ferry em 1983, entre Japão e Coreia, e eles passaram a viajar juntos.
  • Eles se apaixonaram mesmo com a barreira de idioma; Hitomi vivia com a mãe em Miyazaki, Kyushu, e os dois planejaram um futuro juntos.
  • Hitomi foi para o Japão, o relacionamento progrediu, e ele voltou a pedido para visitá-la; eles se beijaram e combinaram de casar.
  • A mãe de Hitomi não aprovou o relacionamento; após meses de afastamento, eles se reuniram em Tóquio e se casaram em 1990, em Thames, na Nova Zelândia.
  • Viveram juntos no Japão, tiveram dois filhos, e Hitomi faleceu há cerca de três anos e meio; Kerry afirma que encontraram um ao outro por acaso e permaneceram unidos por décadas.

Foi uma história de amor que atravessou fronteiras e barreiras linguísticas. Kerry Cox e Hitomi se conheceram em um ferry entre Japão e Coreia, em meio a viagens impulsionadas pela música e pela curiosidade de desbravar o mundo. O romance começou sem planos e sem promessas imediatas.

A ligação surgiu durante a travessia, quando Hitomi, então jovem cantora japonesa, conversava em inglês básico com Cox. Ela sugeriu que eles viajassem juntos, e o casal passou dias explorando Busan e Seul, antes de Cox retornar ao Japão para ficar com Hitomi em Miyazaki.

Desafios familiares e mudança de vida

O relacionamento enfrentou resistência, especialmente da mãe de Hitomi, que temia pela segurança da filha. Cox precisou retornar cultural e legalmente ao Brasil e à Austrália para tentar vistos, enquanto Hitomi seguia carreira musical em território japonês.

Ao longo de anos de distância, o casal manteve contato principalmente por cartas, já que o custo de chamadas era elevado. Em 1988, Cox reencontrou Hitomi em Tóquio, e o romance reacendeu, levando-os a um casamento em Thames, Nova Zelândia, em 1990.

Vida juntos e legado

O casal estabeleceu residência no Japão, onde tiveram dois filhos e construíram uma vida estável. Hitomi continuou sua carreira musical enquanto Cox apoiava a família e as atividades locais. Hitomi faleceu há cerca de três anos e meio, deixando Cox com a certeza de ter encontrado a pessoa certa naquela viagem de ferry.

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