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Entenda por que gostamos de certos perfumes e não de outros

Gosto por perfumes resulta de genética, química olfativa e memória; diferenças biológicas e psicológicas moldam a percepção de aromas

Fotografia de frascos de perfume.
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  • O gosto por perfumes é pessoal, mas não é apenas gosto: envolve fatores biológicos, genéticos e psicológicos.
  • Biologia: moléculas odoríferas se ligam a receptores no nariz; diferentes pessoas têm repertórios levemente diferentes, o que pode mudar a percepção do mesmo cheiro.
  • Estudos mostram que a estrutura da molécula influencia se um cheiro é considerado agradável; por exemplo, baunilha costuma agradar mais que ácido isovalérico, e a pele de cada pessoa pode alterar a volatilidade do perfume.
  • Genética: variações em genes de receptores olfativos ajudam a explicar diferenças na percepção de odores; algumas pessoas percebem cheiros de modo bem diferente por causa dessas variações.
  • Psicológico: o olfato está ligado ao lóbulo límbico, ligado a memórias e emoções; memórias associadas a cheiros podem deixar fragrâncias mais agradáveis e influenciar julgamentos sociais.

O gosto por perfumes é uma combinação de fatores biológicos, genéticos e psicológicos. Não basta confiar apenas na preferência pessoal: a ciência aponta mecanismos que ajudam a explicar por que certos cheiros agradam mais que outros.

Moléculas odoríferas acionam receptores no nariz, mas cada pessoa tem um conjunto ligeiramente diferente. Assim, a mesma fragrância pode soar distinto de uma pessoa para outra, dependendo da pele e do ambiente.

Estudos mostram que a estrutura química das notas também importa. A percepção de aromas varia conforme a pele, o pH, a oleosidade e a presença de bactérias, o que pode fazer um perfume se volatilizar de maneiras diferentes.

A constatação é que perfumes agradam quando combinam com o odor corporal de quem os usa. Em muitos casos, a harmonia entre fragrância e cheiro natural é decisiva para a avaliação final do perfume.

Fatores biológicos

Ao sentir um perfume, moléculas ativam milhares de receptores do nariz. A variação entre pessoas muda a percepção e o que é agradável para uma pode ser neutro ou desagradável para outra.

Pesquisas indicam que a estrutura da molécula determina a simpatia de certos cheiros. Em um estudo com 235 voluntários, baunilha foi o aroma mais agradável, enquanto ácido isovalérico ficou entre os menos apreciados.

A pele influencia a experiência: pH, oleosidade e bactérias afetam a volatilização do perfume e sua percepção no ambiente, o que gera diferenças na experiência entre indivíduos.

Fatores genéticos

Genes ligados aos receptores olfativos ajudam a explicar preferências. Um estudo de 2012 mostrou variação genética que faz algumas pessoas associar coentro a sabão, por exemplo.

Pesquisas de 2019 sequencing de receptores olfativos de centenas de pessoas associaram variações genéticas à percepção de dezenas de odores, com impactos na intensidade e no grau de prazer.

Fatores psicológicos

Experiências pessoais moldam o gosto. A memória está conectada diretamente ao sistema olfativo, ligado ao lóbulo límbico, área que processa emoções e lembranças.

Cheiros podem evocar memórias fortes e influenciar decisões, como a forma de julgar pessoas ou situações baseadas no odor que associamos a elas.

Em síntese, o que gostamos de cheirar resulta de uma interação entre genes, pele, memória e respostas emocionais.

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